sábado, 28 de novembro de 2009

Governador do DEM recebendo propina.

Vídeo mostra único governador do DEM, José Roberto Arruda do DF recebendo propina.

sábado, 21 de novembro de 2009

O PT de Blumenau dá mais um exemplo de maturidade

Companheiros, depois de muito debate e de uma boa disputa durante a campanha entramos em entendimento, vamos fazer alternância na presidência do PT de Blumenau.
Obrigado pelo apoio e a disputa entre as chapas continuam.


Companheir@s militantes petistas, nesse domingo (22.11) em todo o Brasil a militância do Partido dos Trabalhadores, está indo as urnas para exercermos o maior exemplo de democracia partidária existente no mundo, que é o voto direto de todo filiado para eleger em todos os níveis à próxima direção partidária.
O Governo Federal do PT, ao contrário do que muitos diziam, está transformando o Brasil e ajudando a transformar o mundo. Após quase sete anos da grande vitória do povo brasileiro em 2002, podemos afirmar claramente que o governo Lula (PT) organizou o projeto de desenvolvimento do país na direção oposta aos governos populistas e saqueadores. Fortaleceu o Estado, no que se refere tanto ao planejamento quanto à indução do processo de desenvolvimento econômico e social. Todos ganharam. Valorizou o trabalho e os trabalhadores, promovendo distribuição de renda, ampliando direitos sociais, dialogando com os movimentos sociais e criando espaços institucionais nos quais sua participação foi valorizada e respeitada. E assim precisamos continuar. Pois fizemos em cerca de 7 anos o que os outros não quiseram fazer em séculos.
As transformações promovidas por nosso governo desde janeiro de 2003 não existiriam e não seriam as mesmas sem o PT, como maior partido orientador deste governo. O PT, desde sua fundação, assumiu a luta pela superação das desigualdades, pela ampliação da democracia, pela construção de um país mais justo e soberano. O PT não sucumbiu ao canto daqueles que pregaram o fim da história e o fim da política e que, sem nenhum pudor, admitiram que milhões de brasileiros estariam irremediavelmente apartados do crescimento econômico e de uma vida digna. O PT em seus 30 anos de existência foi fundamental para denunciar as desigualdades e a exclusão, o autoritarismo, os ataques aos direitos humanos e sociais. Em 2010 e 2012 temos a tarefa de garantir que o Brasil continue no rumo do desenvolvimento e dos avanços políticos, econômicos e sócias; inclusive nos fortalecendo externamente.
Vitória do povo e do PT em 2010 e 2012 é mais importante que eventuais disputas internas.
Durante essa campanha para o PED ficou claro o tamanho do desafio que teremos pela frente nos próximos anos, temos que concentrar nossas forças de forma unificada para elegermos o projeto do PT para a presidência do Brasil. Projeto este representado pela aguerrida Companheira Dilma Russeff, bem como um projeto do povo para o de Santa Catarina, aqui representado pela Companheira Ideli. Temos que manter e se possível ampliar o espaço conquistado pelos trabalhadores no Senado com a eleição do Companheiro Claudio Vignatti e do outro nome a ser definido. Pela região de Blumenau, temos concretas condições de ampliarmos para dois Deputados Estaduais com os pré-candidatos Vanderlei de Oliveira e a companheira Ana Paula e mantermos a cadeira na Câmara Federal com a reeleição do companheiro Décio Lima. Essas tarefas nos exigem um partido forte, militante e unitário.
Desde o inicio ambas as chapas e os candidatos que se inscreveram para disputar o PED se esforçaram para a unidade, como a próxima direção terá quatro anos de gestão pela frente, os companheiros Odair e Jefferson Forest terão a responsabilidade pela alternância na presidência do PT, e todas as forças que compõe o PT municipal (TM, CNB, RP, ES, MPT e outras) deverão compor a direção partidária. Todos somos sabedores do tamanho de nossas responsabilidades com nossa cidade, nosso estado e nosso pais.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Carta a militância petista de Blumenau

“O mundo, pra chegar à primavera, mudou três vezes de estação. E se mudanças ocorreram, ao longo dessa viagem tão bela, foi para que os erros fossem eliminados e corrigidos por quem traz consigo a Juventude, a Liberdade e a Paixão” Vladimir Maiakovski - Poeta Comunista Russo
Olá companheiras e companheiros militantes do Partido dos Trabalhadores de Blumenau.
No próximo domingo dia 22 de novembro, na Casa Amarela, participaremos de mais um momento da construção histórica do Partido dos Trabalhadores.
Nossa história é a mais criativa, emocionante e apaixonante que um partido de esquerda poderia ter, somos fruto do acúmulo de muita luta ao longo da história do Brasil, aglutinamos em nossas fileiras os guerrilheiros, os intelectuais, os sindicalistas, os religiosos ligados as comunidades eclesiais de base e à teologia da libertação, os negros, as mulheres, os homossexuais, os índios, os artistas, a juventude, os estudantes, os movimentos sociais e toda a massa do povo excluído e explorado pelas forças dominantes.
Marcamos a história da cidade com o governo popular. Levamos políticas publicas de inclusão para nosso povo, as obras de nosso governo foram as humanas e nossas prioridades foram as camadas que mais precisam do poder público.
Por coincidência o próximo dia 22 faz um ano da tragédia que abalou cidade, e agora mais do que nunca, nosso povo precisa do Partido dos Trabalhadores. Um ano se passou e todas as obras de reconstrução são obras que carregam a marca do governo Lula.
O governo da direita vem mostrando a cada dia suas garras anti-sociais e de privilégios as elites históricas da cidade. Nesse ano pós tragédia, presenciamos depoimentos dos desabrigados que devem nos dar mais forças para lutarmos e nossa luta deve ser unitária e coletiva, precisamos voltar a beber na fonte das nossas origens e resgatar a vontade apaixonada de militar e acreditar que podemos mudar radicalmente a sociedade. Devemos estar inseridos em todas as lutas em todos os lugares, temos que abrir o partido para o povo, pois somente assim construiremos um partido de massas. Temos que estabelecer como meta chegarmos nas eleições de 2012 com o dobro de militantes, com um exército de petistas, formados, conscientes e preparados para governarmos a cidade novamente.
Fechar o partido, para poder sempre garantir maioria nas eleições internas é um caminho que nos levará a derrocada. A fofoca, o ciúme e o medo de construirmos novas lideranças, não nos dará futuro.
Pela formação revolucionária que tive nunca gostei de personalizar as opiniões e experiências, mas em virtude das circunstâncias não posso deixar de fazer um breve relato; tenho quase que metade da minha breve vida dedicada a militância socialista, sempre entreguei-me de coração para a luta política, enfrentei a fome e as adversidades que a ideologia dominante nos impõe. Por vezes preferi ter nascido nos anos de chumbo, pois lá era matar ou morrer, muito mais fácil do que ser aprisionado em um mundo de valores individualistas que tenta nos contaminar todos os dias.
Sempre soube que esse PED para nós não seria nada fácil, mas nunca fui covarde e por responsabilidade com o futuro do partido decidimos fazer o bom debate democrático, sempre fui um homem de partido e coloco a coletividade acima do individuo, se fosse melhor para a construção partidária não titubearia em retirar minha candidatura, mas tenho convicção que o partido não pode continuar no mesmo caminho, por isso vou até o fim.
Peço a todos, meus companheiros e amigos de militância o voto pela mudança, um voto pela alternância democrática.
Agradeço a todos os apoios recebidos e foi uma honra ser o candidato de valorosos companheiros.
Viva o Partido dos Trabalhadores e sua militância!!
Jefferson Forest - Candidato a Presidente Municipal do PT
Jefferson Forest – 580
Chapa O Partido que Muda o Brasil - 680

domingo, 15 de novembro de 2009

Carta aberta de Battisti ao presidente Lula e ao povo brasileiro


AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUIS INÁCIO LULA DA SILVAPRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASILSUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRAAO POVO BRASILEIRO


"Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda". (O homem em revolta -Albert Camus)



Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.Entretanto, freqüentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as reações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muitos exilados.Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia.

Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum.

É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em "GREVE DE FOME TOTAL", com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.

Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma foram agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que tem a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo.

A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.Entrego minha vida nas mãos de Vossa Excelência e do Povo Brasileiro.

Brasília, 13 de novembro de 2009Cesari Battisti

sábado, 31 de outubro de 2009

31 de outubro: Dia da briga do Saci Pererê com as bruxas


O dia 31 de outubro pode ser classifcado como o período anual da briga entre a bruxa e o saci. É nesta data que alguns países, em especial os Estados Unidos, comemoram o Halloween. Eque o Brasil - em uma atitude de resistência cultural - homenageia o seu folclore, com o Dia do Saci.

O Projeto de Lei 2479/2003, que pede a instituição da data no calendário brasileiro, afirma que “a sua intenção é ensinar às crianças que o país também tem seus mitos, difundindo a tradição oral, a cultura popular e infantil, os mitos e as lendas brasileiras”. Ou seja, um antídoto contra a invasão da cultura estrangeira, em favor da preservação dos valores verde-amarelos. O Halloween foi popularizado pelos Estados Unidos, mas tem duas origens. Primeiramente a data marcava o início do inverno para o povo celta, que associava a estação aos mortos e à escuridão, daí as fantasias de fantasmas, bruxas e monstros. Na religião católica, houve uma tentativa de frear estas comemorações pagãs, por isso passou-se a celebrar a véspera do dia de todos os santos (em inglês: "All hallow's eve"). Enfim, essa é uma história que nada tem a ver com o Brasil e sua gente. Já o dia do Saci- Pererê é uma ode a um personagem típico brasileiro, como forma de valorizar a cultura nacional. Conhecido por usar um gorro vermelho, pular de uma perna só e fazer brincadeiras, o Saci é parte de uma lenda que originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil.Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de conhecedor e defensor da floresta. No século 17, foram encontrados os primeiros registros sobre o Saci e, ao percorrer o território nacional, a lenda foi sendo adaptada e modificada por onde passava. Por esse motivo, o menino passou por algumas modificações ao longo da vida. Com a influência da mitologia africana, o Saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia européia, um gorrinho vermelho. Já desta forma ele aparece como um dos principais personagens dos livros de Monteiro Lobato, na série Sítio do Picapau Amarelo, responsável por uma grande exposição e reconhecimento do Saci em todo país.A principal característica do Saci é a travessura. Brincalhão, ele se diverte com os animais e com as pessoas, e acaba causando transtornos como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.A lenda que envolve o Saci foi passada entre tribos e gerações, fazendo com que cada um adicionasse ou adaptasse sua versão da história. Segundo alguns relatos, o Saci pode desaparecer em um lugar e aparecer em outro. Também se diz que está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos.

Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa. Personagem de narrativas do interior, o Saci é menos reconhecido nas cidades grandes.

O alcance internacional quase não existe por ser parte de uma cultura muito típica do paíse pouco divulgada no exterior. Então, no quesito popularidade, o Saci ainda está perdendo feio para as bruxas, fantasmas e abóboras do Halloween. Daí a importância de ressaltar o Dia do Saci, uma data feita para que os próprios brasileiros resgatem sua rica cultura, valorizando mais esse mocinho tão carismático do folclore.
Com Abril

terça-feira, 20 de outubro de 2009

AUDIÊNCIA NA FURB DEBATERÁ CRIAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA EM SC

A necessidade da implantação da Defensoria Pública em Santa Catarina será debatida em Blumenau, no auditório da biblioteca da FURB (Fundação Regional de Blumenau) no dia 23 de outubro, a partir das 19h. A audiência pública foi organizada com o apoio dos mandatos da deputada estadual Ana Paula Lima e do deputado federal Décio Lima, junto com entidades da sociedade civil organizada.
Além do Movimento pela Criação da Defensoria Pública no Estado de Santa Catarina, estão envolvidos na organização desse evento o Centro de Direitos Humanos de Blumenau, a Pastoral Carcerária e o Fórum dos Movimentos Populares de Blumenau. A defesa pela implementação da Defensoria Pública em Santa Catarina tem sido uma das prioridades dos mandatos de Ana e Décio Lima, já que o estado é o único da federação que ainda não possui esse serviço. Como presidente da Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais e de Amparo à Família e à Mulher da Assembleia
Legislativa, Ana Paula tem demonstrado sua indignação quanto à inexistência de Defensoria Pública para os catarinenses. “Esse fato representa um atraso na defesa dos direitos humanos. Precisamos reverter essa situação porque a população precisa e tem direito a uma Defensoria Pública”, defendeu a deputada.“Essa é uma discussão que está na agenda nacional e precisa ser feita em Santa Catarina”, acrescentou Décio Lima, lembrando que está em vigor desde o dia 8 de outubro a Lei Complementar 137, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, e que amplia a autonomia da Defensoria Pública.
As modificações previstas na legislação deverão organizar a Defensoria Pública da União, do Distrito federal e Territórios e Defensoria Pública dos Estados. Entre as mudanças da nova lei está a prioridade da Defensoria Pública na solução de conflitos por meios extrajudiciais como a conciliação e a arbitragem. O texto prevê também que presídios e instituições socioeducativas de adolescentes infratores tenham um defensor público para atendimento. E determina que os defensores atendam prioritariamente os mais pobres e vulneráveis.

sábado, 17 de outubro de 2009

O legado de Che Guevara







Por João Pedro Stédile, do MST

Em 8 de outubro cumpre-se o aniversário do assassinato de Che Guevara pelo exército boliviano. Após sua prisão, em 8 de outubro de 1967, foi executado friamente, por ordens da CIA. Seria ''muito perigoso'' mantê-lo vivo, pois poderia gerar ainda mais revoltas populares em todo o continente.

Decididamente, a contribuição de Che, por suas idéias e exemplo, não se resume a teses de estratégias militares ou de tomada de poder político. Nem devemos vê-lo como um super-homem que defendia todos os injustiçados e tampouco exorcizá-lo, reduzindo-o a um mito.

Analisando sua obra falada, escrita e vivida, podemos identificar em toda a trajetória um profundo humanismo. O ser humano era o centro de todas as suas preocupações. Isso pode-se ver no jovem Che, retratado de forma brilhante por Walter Salles no filme Diários de Motocicleta, até seus últimos dias nas montanhas da Bolívia, com o cuidado que tinha com seus companheiros de guerrilha.

A indignação contra qualquer injustiça social, em qualquer parte do mundo, escreveu ele a uma parente distante, seria o que mais o motivava a lutar. O espírito de sacrifício, não medindo esforços em quaisquer circunstâncias, não se resumiu às ações militares, mas também e sobretudo no exemplo prático. Mesmo como ministro de Estado, dirigente da Revolução Cubana, fazia trabalho solidário na construção de moradias populares, no corte da cana, como um cidadão comum.

Che praticou como ninguém a máxima de ser o primeiro no trabalho e o último no lazer. Defendia com suas teses e prática o princípio de que os problemas do povo somente se resolveriam se todo o povo se envolvesse, com trabalho e dedicação. Ou seja, uma revolução social se caracterizava fundamentalmente pelo fato de o povo assumir seu próprio destino, participar de todas as decisões políticas da sociedade.

Sempre defendeu a integração completa dos dirigentes com a população. Evitando populismos demagógicos. E assim mesclava a força das massas organizadas com o papel dos dirigentes, dos militantes, praticando aquilo que Gramsci já havia discorrido como a função do intelectual orgânico coletivo.

Teve uma vida simples e despojada. Nunca se apegou a bens materiais. Denunciava o fetiche do consumismo, defendia com ardor a necessidade de elevar permanentemente o nível de conhecimento e de cultura de todo o povo. Por isso, Cuba foi o primeiro país a eliminar o analfabetismo e, na América Latina, a alcançar o maior índice de ensino superior. O conhecimento e a cultura eram para ele os principais valores e bens a serem cultivados. Daí também, dentro do processo revolucionário cubano, era quem mais ajudava a organizar a formação de militantes e quadros. Uma formação não apenas baseada em cursinhos de teoria clássica, mas mesclando sempre a teoria com a necessária prática cotidiana.

Acreditar no Che, reverenciar o Che hoje é acima de tudo cultivar esses valores da prática revolucionária que ele nos deixou como legado.
A burguesia queria matar o Che. Levou seu corpo, mas imortalizou seu exemplo. Che vive! Viva o Che!

João Pedro Stédile é membro da Coordenação Nacional do MST, da Via Campesina e do Movimento Consulta Popular. * Artigo originalmente publicado na revista Caros Amigos

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Lula inventa universidade do século 21, diz jornal

14 de outubro de 2009
Na edição desta quarta-feira, o jornal francês Le Monde publica uma elogiosa reportagem sobre educação no Brasil, na qual afirma que, com sua política para a área, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "inventa a universidade brasileira do século 21".
Em um caderno especial sobre educação, o correspondente do jornal em São Paulo, Philippe Jacqué, afirma que o presidente Lula deu "um sopro de oxigênio ao ensino superior" e multiplicou, desde 2002, planos para dinamizar as universidades do país.
O Le Monde cita como exemplos a Universidade Federal do ABC, em São Paulo, criada em 2005, para "formar os engenheiros do futuro" e as inovações da Universidade Federal do ABC, "na zona operária onde Lula começou sua carreira".
"O governo federal não economizou na Universidade ABC. Meio bilhão de euros foi injetado. Desde 2005, pelo menos 280 professores foram contratados, todos titulares de um doutorado".
Reformulação totalO Le Monde afirma também que a equipe jovem de professores, com idade média de 35 anos, corresponde ao desejo de reformular totalmente o modelo universitário brasileiro.
"Na Universidade ABC, não há departamentos de disciplinas, mas centros de pesquisas multidisciplinares para facilitar a cooperação". Outra inovação da Universidade ABC, segundo o diário francês, é a criação de 300 bolsas de iniciação à pesquisa por ano.
O jornal afirma ainda que o presidente Lula desenvolveu instrumentos para facilitar o acesso ao ensino universitário. "Com apenas 4,9 milhões de universitários (16% dos brasileiros entre 18 e 24 anos), o país não soube até o momento democratizar o seu ensino superior", escreve o Le Monde, afirmando que é a classe média alta, em grande maioria, que tem acesso às 200 instituições de ensino superior público e gratuito.
O jornal lembra que o sistema universitário brasileiro, "seletivo", favorece alunos com maior poder aquisitivo, que são mais bem preparados porque puderam estudar nas melhores e mais caras escolas privadas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Carta ao JSC


Em virtude do nível de ataque pessoal desferidos a mim e ao PT na coluna do Fabrício Cardozo, do Santa, tenho o direito democrático de me dirigir a este veículo de comunicação.
Em primeiro lugar o PT não faliu moralmente, como pregam nossos adversários de direita, se tem um partido que tem em seu DNA e seu programa a defesa da ética, esse é o PT, tiveram sim companheiros que cometeram equívocos e somos humildes para reconhecer isso, mas erros cometidos por alguns não podem comprometer a militância de muitos, que ainda acreditam que a sociedade pode mudar radicalmente.
Sobre a produtividade dos trabalhos da câmara serem comprometidos, em virtude do rodízio de vereadores, isso não é verdade em hipótese alguma, muitos dos atuais titulares de mandato, apresentaram menos projetos que os suplentes que assumiram por curto período de tempo, agora se os projetos são arquivados na CCJ, isso é fruto de opiniões políticas, afirmo novamente como afirmei em carta enviada ao Santa (29/09) e que foi suprimida, a maioria dos atuais vereadores não conhece nada da constituição e de controle de constitucionalidade, decidem arquivar os projetos por opiniões políticas.
Sou parlamentarista e um profundo defensor do fortalecimento programático dos partidos e do parlamento, e como a própria justiça eleitoral já decidiu as vagas proporcionais pertencem ao partido. Minha critica se deu em opinião do Santa (26/09) de que o rodízio de vereadores trai a vontade do eleitor, porém não vou responder na mesma moeda e chamar o colunista de míope, mas não é surpresa para ninguém que os eleitos em eleições proporcionais se dão em cálculos matemáticos de coeficiente eleitoral e coeficiente partidário, e um candidato pode ser eleito fazendo menos votos do que muitos que são eleitos, isso não tira a legitimidade de ninguém, pois as regras são essas. Em momento algum afirmei que o Marçal tem menos legitimidade que o Beltrame, isso são palavras do colunista e de quem editou minha carta enviada ao Santa, apenas contra argumentei a matéria que insistia em afirmar que o rodízio não era a vontade do eleitor.
Agora sugiro que o Santa publique matérias mais inteligentes, por exemplo, baseado em que controle de constitucionalidade os vereadores estão arquivando projetos, como por exemplo o projeto que apresentamos, que obrigava o executivo a indicar os valores gastos com recursos municipais para pagar peças publicitárias em jornais.
Por fim, os ataques pessoais e despolitizados feitos a mim e ao PT, em nada contribuem para o amadurecimento democrático do País.

PS: Espero que vocês não violentem a democracia e que o texto acima seja publicado na sua integralidade.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009