A FURB está passando por um dos períodos mais importantes e complexos de toda a sua história. Ao mesmo tempo que a legitimidade dos cargos de todos os trabalhadores está sendo questionada pelo Ministério Público, a reitoria pretende implementar uma profunda reforma administrativa. Estas mudanças podem não só precarizar profundamente as condições de trabalho, bem como inviabilizar a FURB enquanto Universidade.
A reitoria pretende:
- Alterar o Estatuto e o Plano de Carreira de docentes e técnico-administrativos;
- Empurrar uma reforma administrativa rechaçada pela comunidade universitária, sem a suficiente discussão;
- Limitar drasticamente a participação dos estudantes nas decisões, não prevendo colegiados de participação (ex: Departamentos) e alterando atribuições e composição dos Conselhos;
- Concentrar “superpoderes” na figura do Reitor;
- Ameaçar a democracia, fundamental em Universidades públicas e autônomas, como a FURB.
A próxima reunião do CONSAD e CONSUNI começa a definir este tema.
Os professores, os técnico- administrativos e estudantes precisam estar unidos na luta pela garantia das condições de trabalho e estudo e da democracia na FURB.
http://www.youtube.com/watch?v=T4kQPZo0zvQ
Diretoria do SINSEPES
http://www.furb.br/sinsepes/
sexta-feira, 8 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Marçal exemplo de como um vereador não deve ser
O “vereador” Marçal, reincidente em tentar abusar de uma autoridade que não tem, pode sair dessa situação ileso, o que é lamentável. A mesa diretora e a base do governo acataram a operação abafa, orquestrada pelo prefeito e pelo Deputado Pizzolati. Seria uma boa oportunidade para o poder legislativo local, dar uma resposta a falta de credibilidade que tem. Porém o Marçal vai poder continuar com as suas pérolas para desmoralizar a política ainda mais, e afastar o povo do raciocínio do quanto é importante pensarmos bem na hora de votar.
sábado, 2 de maio de 2009
Defensoria Pública em Santa Catarina: descumprimento contumaz da Constituição Federal

Alessandro da Silva*
Na última sexta-feira, dia 13 de março, o Movimento pela Criação da Defensoria Pública no Estado de Santa Catarina realizou uma reunião na sede da CNBB em Florianópolis, na qual estiveram presentes várias entidades que participam desse esforço, como Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina, Cáritas, Pastoral Carcerária, diretórios acadêmicos, Associação dos Defensores Públicos da União, Movimento Nacional de Direitos Humanos, Movimento de Mulheres e Associação Juízes para a Democracia.O objetivo era expor o cronograma de atividades para o ano de 2009 e demonstrar aos presentes a necessidade urgente de instalação da Defensoria Pública e insuficiência do modelo de defensoria dativa adotado em nosso EstadoNo dia anterior, em 12 de março, durante a cerimônia de abertura do Colégio Nacional de Presidentes de Seccionais da OAB na sede da Subseção de Blumenau, o Governador Luiz Henrique da Silveira condenou iniciativas de entidades no sentido de implantar uma Defensoria Pública que, além de isoladas, representariam um retrocesso. Destacou ainda que “advogados dedicados em todo o estado integram uma imensa, atomizada e disseminada rede de atendimento jurídico”, em clara referência à defensoria dativa.Equivoca-se, contudo, o Governador, pois a Defensoria Pública é uma modelo totalmente distinto da defensoria dativa.De imediato, observe-se que a instalação da Defensoria Pública não é uma opção atribuída aos Estados, mas uma obrigação imposta pelo art. 134 da Constituição Federal.A Constituição de 1988 adotou um modelo de assistência jurídica aos que não podem pagar um advogado por meio da criação de uma instituição, a Defensoria Púbica, que tem por função a orientação, a informação e a defesa judicial. Não se trata de mera atuação em processo judicial, pois além disso também há o papel preventivo. Essa instituição goza de autonomia funcional e administrativa, o que lhe permite inclusive atuar em face do Poder Público.Já a defensoria dativa, como observou o Governador, é uma atividade pulverizada, sem uma diretriz de atuação definida, que se limita à assistência judiciária, já que os advogados somente recebem seus honorários do Estado se ajuizarem um processo.Uma vez instalada a Defensoria Pública, seus quadros devem ser preenchidos com servidores públicos concursados, os defensores públicos, organizados em carreira e titulares de garantias, como a inamovibilidade, que dedicarão todo seu tempo e sua vida profissional à missão de orientar e defender os necessitados.A defensoria dativa, em regra, é prestada por advogados em início de carreira, muitas vezes inexperientes, e que abandonam a atividade assim que conseguem se estabelecer profissionalmente e se estabilizar financeiramente. Assim, a assistência serve como uma espécie de laboratório para os novos advogados, o que pode ser causa de déficit técnico nas defesas.No que tange ao argumento de que a Defensoria Pública não atingiria toda a população que dela precisa, vale observar que é obrigação do Estado prover os meios necessários para que a instituição cumpra esse objetivo, sendo que, caso não alcançado, a responsabilidade será do Estado.Por fim, no que concerne à alegação de que a instalação da Defensoria Pública teria um custo mais elevado que a defensoria dativa, é de se destacar que isso nunca foi efetivamente comprovado pelo Governo Estadual. De todo modo, a questão financeira não pode ser óbice ao cumprimento da Constituição Federal. Não se olvide ainda que vários outros Estados que têm arrecadação bem inferior já instalaram a Defensoria Pública, enquanto Santa Catarina permanece como o único que ainda não o fez.Como se percebe, o Estado de Santa Catarina insiste em descumprir o mandamento constitucional, subtraindo dos indivíduos uma das garantias fundamentais para exercício pleno da cidadania. Diante de omissão tão grave, mais uma vez é hora de a sociedade catarinense se organizar para exigir a instalação da Defensoria Pública, único modo de assegurarmos o respeito ao Estado Democrático de Direito.
* Juiz do Trabalho e membro do conselho executivo da Associação Juízes para a Democracia
Fidel no 1º de Maio: Cuba não voltará a ser escravo dos EUA

O líder cubano Fidel Castro afirmou nesta sexta-feira, 1º de Maio, Dia Internacional dos Trablhadores), que o governo de Barack Obama está disposto a perdoar Cuba se a ilha retornar ao ''curral como escravos'', mas advertiu que o país ''jamais'' se entregará aos Estados Unidos.
Abraço de Fidel com o chileno Salvador Allende
''Hoje estão dispostos a nos perdonar se nos resignarmos a voltar ao curral como escravos que, depois de conhecer a liberdade, aceitaram de novo o chicote e o jugo'', afirma Fidel Castro em um artigo publicado por ocasião do 1º de Maio.
''Jamais, no entanto, o adversário deve ter a ilusão de que Cuba se renda'', destaca no comentário, publicado com o título ''O dia dos pobres do mundo''. Fidel Castro afirma ainda que em meio século ''era inevitável o confronto da grande potência do Norte e da Revolução Cubana. A heróica resistência do povo de nosso pequeno país foi subestimada''. Fidel, 82 anos, quase três deles afastado do posto de presidente do país, completa no texto que ainda não pode ter uma última palavra sobre o governo de Barack Obama.
Marcha do Dia do Trabalhador
O desfile comemorativo do 1º de Maio em Cuba lembrou também os 50 anos da Revolução e o ''compromisso com o socialismo'', comandado pelo Partido Comunista. Dezenas de milhares de cubanos repetiram a tradicional marcha na Praça da Revolução de Havana, com cartazes de apoio ao governo e slogans como ''trabalhar e ser mais eficiente''.
O presidente Raúl Castro falou no ato principal, no qual o secretário-geral da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC),Salvador Valdés, saudou a ''decisão irrenunciável'' de construir o socialismo.
''Alcemos nossas bandeiras e nossas vozes para que ressoe de um polo ao outro do planeta, de um continente ao outro, a decisão irrenunciável deste extraordinário e combativo povo de construir o socialismo sob a direção do Partido Comunista de Cuba, de Fidel e Raúl'', louvou Valdés em seu discurso.
No discurso anterior à marcha, o secretário-geral da CTC conclamou os trabalhadores cubanos a aumentarem a produção, contribuir na redução de custos e fazer crescer as exportações e diminuir as importações, em um país que importa 80% dos alimentos consumidos por seus 11 milhões de habitante
Abraço de Fidel com o chileno Salvador Allende
''Hoje estão dispostos a nos perdonar se nos resignarmos a voltar ao curral como escravos que, depois de conhecer a liberdade, aceitaram de novo o chicote e o jugo'', afirma Fidel Castro em um artigo publicado por ocasião do 1º de Maio.
''Jamais, no entanto, o adversário deve ter a ilusão de que Cuba se renda'', destaca no comentário, publicado com o título ''O dia dos pobres do mundo''. Fidel Castro afirma ainda que em meio século ''era inevitável o confronto da grande potência do Norte e da Revolução Cubana. A heróica resistência do povo de nosso pequeno país foi subestimada''. Fidel, 82 anos, quase três deles afastado do posto de presidente do país, completa no texto que ainda não pode ter uma última palavra sobre o governo de Barack Obama.
Marcha do Dia do Trabalhador
O desfile comemorativo do 1º de Maio em Cuba lembrou também os 50 anos da Revolução e o ''compromisso com o socialismo'', comandado pelo Partido Comunista. Dezenas de milhares de cubanos repetiram a tradicional marcha na Praça da Revolução de Havana, com cartazes de apoio ao governo e slogans como ''trabalhar e ser mais eficiente''.
O presidente Raúl Castro falou no ato principal, no qual o secretário-geral da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC),Salvador Valdés, saudou a ''decisão irrenunciável'' de construir o socialismo.
''Alcemos nossas bandeiras e nossas vozes para que ressoe de um polo ao outro do planeta, de um continente ao outro, a decisão irrenunciável deste extraordinário e combativo povo de construir o socialismo sob a direção do Partido Comunista de Cuba, de Fidel e Raúl'', louvou Valdés em seu discurso.
No discurso anterior à marcha, o secretário-geral da CTC conclamou os trabalhadores cubanos a aumentarem a produção, contribuir na redução de custos e fazer crescer as exportações e diminuir as importações, em um país que importa 80% dos alimentos consumidos por seus 11 milhões de habitante
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Governo Federal libera recursos para a reconstrução
Brasília, 29/04/09 - O deputado federal Décio Lima (PT) comemorou a liberação, nesta quarta-feira, 29, de recursos federais na ordem de R$ 83,6 milhões para obras de reconstrução em municípios catarinenses. Na Assembléia Legislativa, a deputada Ana Paulo também comentou a notícia: “Depois de muito sofrimento, de inúmeros avisos, de muitas injustiças, essa medida do Governo Federal somente foi possível depois que o Governo do Estado finalmente reapresentou os projetos relativos à catástrofe de 2008 na rubrica reconstrução”.
Os deputados destacaram a ação do Governo Federal e da bancada catarinense na resolução do impasse durante todo o processo de intermediação para a agilização das obras nos municípios atingidos. “Foi um trabalho conjunto da senadora Ideli Salvatti e dos deputados federais Décio Lima, Cláudio Vignatti e Jorge Boeira”, disse Ana Paula, presidente do Fórum Permanente de Solidariedade e pela Reconstrução das Cidades Atingidas pelas Enchentes e Enxurradas em 2008.
As obras nos municípios de Blumenau, Gaspar, Ilhota, Luiz Alves, Jaraguá do Sul, Brusque, Timbó e outros serão realizadas pela Secretaria Estadual de Infra-Estrutura, através do DEINFRA.
Os deputados destacaram a ação do Governo Federal e da bancada catarinense na resolução do impasse durante todo o processo de intermediação para a agilização das obras nos municípios atingidos. “Foi um trabalho conjunto da senadora Ideli Salvatti e dos deputados federais Décio Lima, Cláudio Vignatti e Jorge Boeira”, disse Ana Paula, presidente do Fórum Permanente de Solidariedade e pela Reconstrução das Cidades Atingidas pelas Enchentes e Enxurradas em 2008.
As obras nos municípios de Blumenau, Gaspar, Ilhota, Luiz Alves, Jaraguá do Sul, Brusque, Timbó e outros serão realizadas pela Secretaria Estadual de Infra-Estrutura, através do DEINFRA.
terça-feira, 21 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Fidel defende fim do bloqueio e diz que Cuba não pede esmola
Algumas horas depois de a Casa Branca anunciar que o governo dos Estados Unidos colocará fim às restrições a viagens e ao envio de remessas para Cuba, o ex-presidente da ilha, Fidel Castro, fez o primeiro pronunciamento sobre a iniciativa. Em artigo, ele questiona o fato de os norte-americanos não terem falado em suspender o bloqueio. "Cuba resistiu e continuará a resistir. Não estenderá jamais as suas mãos a pedir esmola", escreveu, expondo a timidez da medida.
"(A Casa Branca) anunciou o alívio de algumas das odiosas restrições impostas por (George W.) Bush aos cubanos residentes nos Estados Unidos(...). Mas quando se perguntou se tais medidas valeriam para outros cidadãos norte-americanos, a resposta foi que não estavam autorizados. Sobre o bloqueio, a mais cruel destas medidas, não se disse uma palavra", afirmou Fidel em um artigo publicado no site Cuba Debate. Ele classificou ainda o bloqueio a Cuba como uma "medida genocida", afirmando que ele "custa vidas humanas" e causa sofrimentos "dolorosos" aos cubanos, na medida em que impede que medicamentos e equipamentos médicos com componentes americanos cheguem à ilha. O ex-presidente cubano afirmou que muitos parlamentares americanos - entre eles, o senador republicano Richard Lugar - são favoráveis ao fim do bloqueio, e disse que estão dadas as condições para que Barack Obama acabe com esta política que vem fracassando durante quase meio século. Fidel também criticou o fato de Cuba não ter sido convidada para participar da Cúpula das Américas, que acontece no final desta semana, em Trinidad e Tobago. "Cuba jamais estenderá suas mãos pedindo esmolas. Seguirá adiante, com a cabeça erguida, cooperando com os povos irmãos da América Latina e do Caribe, haja ou não Cúpula das Américas, presida ou não Obama os Estados Unidos ou (que o presidente dos EUA) seja um homem uma mulher, um cidadão branco ou negro". O líder cubano, no entanto, reafirmou a disposição de seu país em dialogar com o novo governo dos EUA e de normalizar as relações entre os dois países. Ele ainda disse não culpar Obama pelas políticas de seus antecessores. Obama suspendeu, nesta segunda, todas as restrições de viagens e envio de dinheiro sobre os cidadãos cubano-americanos que têm família em Cuba. O presidente norte-americano também autorizou que companhias dos EUA estabeleçam conexões de fibra óptica e por satélites com Cuba, negociando com seus pares na ilha para oferecer serviços de telefonia móvel, assim como ampliar a lista de produtos humanitários que possam ser exportados. Leia abaixo a íntegra do artigo de Fidel:Reflexões do companheiro FidelSobre o bloqueio, não se disse uma palavraO governo dos Estados Unidos, através da CNN, anunciou que Obama visitará o México, nesta semana, iniciando sua viagem rumo a Porto Espanha, Trinidad e Tobago, onde, dentro de quatro dias, vai participar da Cúpula das Américas. Divulgou que serão aliviadas algumas odiosas restrições impostas por Bush aos cubanos residentes nos Estados Unidos para visitar seus familiares em Cuba. Mas quando se indagou se tais prerrogativas valeriam para outros cidadãos norte-americanos, a resposta foi que não estavam autorizados.Sobre o bloqueio, que é a mais cruel das medidas, não se disse uma palavra. Dessa maneira piedosa, se constitui em uma medida genocida. O dano não é medido só por seus efeitos econômicos. Custa constantemente vidas humanas e ocasiona sofrimentos dolorosos a nossos cidadãos.Nossos doentes não têm acesso a numerosos equipamentos de diagnóstico e medicamentos vitais, embora provenham da Europa, do Japão, ou de outro país, se para sua elaboração foram usados alguns componentes ou programas dos Estados Unidos.Em virtude da extraterritorialidade, as restrições relacionadas com Cuba devem ser aplicadas pelas empresas dos Estados Unidos que produzem bens ou oferecem serviços em qualquer parte do mundo. Um influente senador republicano, Richard Lugar, e vários outros de seu partido com igual título no Congresso, além de outro número de importantes senadores democratas são a favor de eliminar o bloqueio. Estão criadas as condições para que Obama empregue seu talento em uma política construtiva que acabe com o que fracassou durante quase meio século.Por outro lado, nosso país, que tem resistido e está disposto a resistir a tudo o que for necessário, não culpa Obama pelas atrocidades cometidas por outros governos dos Estados Unidos. Também não questiona sua sinceridade e seus desejos de mudar a política e a imagem dos Estados Unidos. Compreende que travou uma batalha muito difícil para conseguir ser eleito, apesar de preconceitos centenários.Partindo dessa realidade, o Presidente do Conselho de Estado de Cuba expressou sua disposição a dialogar com Obama e, sobre a base do mais estrito respeito à soberania, normalizar as relações com os Estados Unidos.Às 14h30, o chefe da Repartição de Interesses de Cuba em Washington, Jorge Bolaños, foi chamado pelo subsecretário de Estado, Tomas Shannon, ao Departamento de Estado. Nada do que conversou era diferente do revelado pela CNN.Às 15h15 começou uma longa coletiva de imprensa. A essência do que ali foi dito está contida nas palavras textuais do assessor presidencial para a América Latina, Dan Restrepo, que declarou:“O presidente Obama ordenou hoje tomar certas medidas, dar certos passos, para estender a mão ao povo cubano, para apoiar seu desejo de viver respeitando os direitos humanos, e para poder determinar seu próprio destino e o destino de seu país."“O presidente deu instruções aos secretários de Estado, do Comércio e do Tesouro, para que levem à prática as ações necessárias para que sejam eliminadas todas as restrições que impediam aos indivíduos visitarem seus familiares na ilha e enviarem remessas. Além disso, deu instruções para que se deem passos que permitam o fluxo livre de informação entre o povo cubano e entre aqueles que estão em Cuba e o resto do mundo, e para facilitar a entrega de recursos humanitários enviados diretamente ao povo cubano."“Ao serem tomadas estas medidas para ajudar ao fechamento da brecha entre famílias cubanas divididas e promover o fluxo livre de informação e de artigos de ajuda humanitária para o povo cubano, o presidente Obama está a se esforçar para cumprir os objetivos que fixou durante a campanha e desde que assumiu o cargo".“Todos aqueles que crêem nos valores democráticos básicos anseiam uma Cuba que respeite os direitos humanos, políticos, econômicos, básicos, de todo seu povo. O presidente Obama considera que estas medidas ajudarão a fazer com que esse objetivo seja uma realidade. O presidente encoraja a todos os que partilham este desejo para que continuem comprometidos com seu firme apoio para o povo cubano."“Muito obrigado.”Finalizada a coletiva de imprensa confessou com franqueza: “Tudo é feito pela liberdade de Cuba.” Cuba não aplaude as mal chamadas Cúpulas das Américas, onde nossos países não discutem em igualdade de condições. Se servissem para alguma coisa, seria para fazer análises críticas de políticas que dividem nossos povos, saqueiam nossos recursos e obstaculizam nosso desenvolvimento.Agora falta apenas Obama persuadir ali a todos os presidentes latino-americanos que o bloqueio é inofensivo.Cuba resistiu e continuará a resistir. Não estenderá jamais suas mãos para pedir esmola. Seguirá para frente com a cabeça erguida, cooperando com os povos irmãos da América Latina e do Caribe, haja ou não Cúpulas das Américas, presida ou não Obama os Estados Unidos, um homem ou uma mulher, um cidadão branco ou um cidadão negro.
Fidel Castro RuzAbril
13 de 200918h12
"(A Casa Branca) anunciou o alívio de algumas das odiosas restrições impostas por (George W.) Bush aos cubanos residentes nos Estados Unidos(...). Mas quando se perguntou se tais medidas valeriam para outros cidadãos norte-americanos, a resposta foi que não estavam autorizados. Sobre o bloqueio, a mais cruel destas medidas, não se disse uma palavra", afirmou Fidel em um artigo publicado no site Cuba Debate. Ele classificou ainda o bloqueio a Cuba como uma "medida genocida", afirmando que ele "custa vidas humanas" e causa sofrimentos "dolorosos" aos cubanos, na medida em que impede que medicamentos e equipamentos médicos com componentes americanos cheguem à ilha. O ex-presidente cubano afirmou que muitos parlamentares americanos - entre eles, o senador republicano Richard Lugar - são favoráveis ao fim do bloqueio, e disse que estão dadas as condições para que Barack Obama acabe com esta política que vem fracassando durante quase meio século. Fidel também criticou o fato de Cuba não ter sido convidada para participar da Cúpula das Américas, que acontece no final desta semana, em Trinidad e Tobago. "Cuba jamais estenderá suas mãos pedindo esmolas. Seguirá adiante, com a cabeça erguida, cooperando com os povos irmãos da América Latina e do Caribe, haja ou não Cúpula das Américas, presida ou não Obama os Estados Unidos ou (que o presidente dos EUA) seja um homem uma mulher, um cidadão branco ou negro". O líder cubano, no entanto, reafirmou a disposição de seu país em dialogar com o novo governo dos EUA e de normalizar as relações entre os dois países. Ele ainda disse não culpar Obama pelas políticas de seus antecessores. Obama suspendeu, nesta segunda, todas as restrições de viagens e envio de dinheiro sobre os cidadãos cubano-americanos que têm família em Cuba. O presidente norte-americano também autorizou que companhias dos EUA estabeleçam conexões de fibra óptica e por satélites com Cuba, negociando com seus pares na ilha para oferecer serviços de telefonia móvel, assim como ampliar a lista de produtos humanitários que possam ser exportados. Leia abaixo a íntegra do artigo de Fidel:Reflexões do companheiro FidelSobre o bloqueio, não se disse uma palavraO governo dos Estados Unidos, através da CNN, anunciou que Obama visitará o México, nesta semana, iniciando sua viagem rumo a Porto Espanha, Trinidad e Tobago, onde, dentro de quatro dias, vai participar da Cúpula das Américas. Divulgou que serão aliviadas algumas odiosas restrições impostas por Bush aos cubanos residentes nos Estados Unidos para visitar seus familiares em Cuba. Mas quando se indagou se tais prerrogativas valeriam para outros cidadãos norte-americanos, a resposta foi que não estavam autorizados.Sobre o bloqueio, que é a mais cruel das medidas, não se disse uma palavra. Dessa maneira piedosa, se constitui em uma medida genocida. O dano não é medido só por seus efeitos econômicos. Custa constantemente vidas humanas e ocasiona sofrimentos dolorosos a nossos cidadãos.Nossos doentes não têm acesso a numerosos equipamentos de diagnóstico e medicamentos vitais, embora provenham da Europa, do Japão, ou de outro país, se para sua elaboração foram usados alguns componentes ou programas dos Estados Unidos.Em virtude da extraterritorialidade, as restrições relacionadas com Cuba devem ser aplicadas pelas empresas dos Estados Unidos que produzem bens ou oferecem serviços em qualquer parte do mundo. Um influente senador republicano, Richard Lugar, e vários outros de seu partido com igual título no Congresso, além de outro número de importantes senadores democratas são a favor de eliminar o bloqueio. Estão criadas as condições para que Obama empregue seu talento em uma política construtiva que acabe com o que fracassou durante quase meio século.Por outro lado, nosso país, que tem resistido e está disposto a resistir a tudo o que for necessário, não culpa Obama pelas atrocidades cometidas por outros governos dos Estados Unidos. Também não questiona sua sinceridade e seus desejos de mudar a política e a imagem dos Estados Unidos. Compreende que travou uma batalha muito difícil para conseguir ser eleito, apesar de preconceitos centenários.Partindo dessa realidade, o Presidente do Conselho de Estado de Cuba expressou sua disposição a dialogar com Obama e, sobre a base do mais estrito respeito à soberania, normalizar as relações com os Estados Unidos.Às 14h30, o chefe da Repartição de Interesses de Cuba em Washington, Jorge Bolaños, foi chamado pelo subsecretário de Estado, Tomas Shannon, ao Departamento de Estado. Nada do que conversou era diferente do revelado pela CNN.Às 15h15 começou uma longa coletiva de imprensa. A essência do que ali foi dito está contida nas palavras textuais do assessor presidencial para a América Latina, Dan Restrepo, que declarou:“O presidente Obama ordenou hoje tomar certas medidas, dar certos passos, para estender a mão ao povo cubano, para apoiar seu desejo de viver respeitando os direitos humanos, e para poder determinar seu próprio destino e o destino de seu país."“O presidente deu instruções aos secretários de Estado, do Comércio e do Tesouro, para que levem à prática as ações necessárias para que sejam eliminadas todas as restrições que impediam aos indivíduos visitarem seus familiares na ilha e enviarem remessas. Além disso, deu instruções para que se deem passos que permitam o fluxo livre de informação entre o povo cubano e entre aqueles que estão em Cuba e o resto do mundo, e para facilitar a entrega de recursos humanitários enviados diretamente ao povo cubano."“Ao serem tomadas estas medidas para ajudar ao fechamento da brecha entre famílias cubanas divididas e promover o fluxo livre de informação e de artigos de ajuda humanitária para o povo cubano, o presidente Obama está a se esforçar para cumprir os objetivos que fixou durante a campanha e desde que assumiu o cargo".“Todos aqueles que crêem nos valores democráticos básicos anseiam uma Cuba que respeite os direitos humanos, políticos, econômicos, básicos, de todo seu povo. O presidente Obama considera que estas medidas ajudarão a fazer com que esse objetivo seja uma realidade. O presidente encoraja a todos os que partilham este desejo para que continuem comprometidos com seu firme apoio para o povo cubano."“Muito obrigado.”Finalizada a coletiva de imprensa confessou com franqueza: “Tudo é feito pela liberdade de Cuba.” Cuba não aplaude as mal chamadas Cúpulas das Américas, onde nossos países não discutem em igualdade de condições. Se servissem para alguma coisa, seria para fazer análises críticas de políticas que dividem nossos povos, saqueiam nossos recursos e obstaculizam nosso desenvolvimento.Agora falta apenas Obama persuadir ali a todos os presidentes latino-americanos que o bloqueio é inofensivo.Cuba resistiu e continuará a resistir. Não estenderá jamais suas mãos para pedir esmola. Seguirá para frente com a cabeça erguida, cooperando com os povos irmãos da América Latina e do Caribe, haja ou não Cúpulas das Américas, presida ou não Obama os Estados Unidos, um homem ou uma mulher, um cidadão branco ou um cidadão negro.
Fidel Castro RuzAbril
13 de 200918h12
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Obrigado PT

Por Jefferson Forest - Vice Presidente do PT/SC
Para o marxista italiano Antonio Gramsci “escrever a história de um partido é escrever a história de um país”, vou além e digo que é não somente a história de um país, mas a história de vidas, sentimentos, sonhos, é a construção de personalidades e valores em seres humanos. Pelo menos assim é a história do Partido dos Trabalhadores, construída pela sua combativa militância em todos os cantos de um continente chamado Brasil.
Vou relatar uma pequena história vivenciada intensamente a exatos 29 anos de vida. Tem inicio em um pequeno município da serra catarinense, que leva o nome em homenagem a guerreira dos dois mundos chamada Anita Garibaldi, mas precisamente em 1989, eu e o PT ambos com 9 anos de idade.
Era segundo turno das eleições presidenciais, em uma noite na véspera do segundo turno, choveu muito na cidade e como era de costume, toda vez que chovia faltava luz, minha querida mãe com o seu dom para a culinária, fritava pasteis na cozinha a luz de velas, eu sentadinho comendo os pasteis, juntamente com minha família, eis que entra um vizinho e ao avistar na porta de casa um adesivo branco da “frente Brasil popular” escrito em verde LULA, comenta “se o Lula ganhar a eleição, todas as noites a luz irá se apagar e teremos toque de recolher, as casas terão que dividir seus cômodos com outras famílias e os colonos que virão do interior serão proibidos de andar a cavalo pela cidade”. Confesso que fiquei preocupado com aquilo, mas minha mãe e meu pai trataram de me dizer que era uma grande besteira.
Acompanhei os debates e a manipulação da mídia para que Lula não ganhasse a eleição. Acompanhei a derrubada do presidente colorido, com a União Nacional dos Estudantes liderando os caras pintadas, pela televisão assistimos a sessão da câmara dos deputados e comemoramos com o ultimo voto da cassação.
Em 1994 eu e o PT, ambos com 14 anos, acompanhamos o inicio da campanha e dávamos como certa a vitória do Lula. Infelizmente ela não veio e o Brasil mergulhou nos anos neoliberais da direita comandados pelo PSDB e PFL (DEM), com o enxugamento do Estado, desemprego, entrega do patrimônio publico, ALCA, FMI, ACM e tantas mazelas.
Em 1998, ano em que iria votar pela primeira vez para presidente da república, já morando com meu irmão do meio em Florianópolis, fazendo cursinho para passar no vestibular, lembro-me de passar todos os dias em frente à esquina democrática (Filipe Schimitt com a Deodoro) e lá estava a militância do PT fazendo campanha. Certo dia fui informado que teria comício do Lula no largo da alfândega, me desloquei de onde morava somente para ver o Lula, começou a chover intensamente e nem perto consegui chegar, depois de tomar um banho de chuva.
Infelizmente perdemos aquela eleição, foram muitas as denúncias de compra de voto no congresso nacional que garantiu uma manobra para permitir que uma emenda à constituição desse direito à reeleição. Depois dessa data tive uma militância muito intensa no movimento estudantil, participei de muitas manifestações contra o governo neoliberal da direita, como a marcha dos 100 mil em Brasília, as manifestações e congressos estudantis contra o sucateamento da educação.
No ano de 2001 em Blumenau, cidade então governada pelo PT, tendo como prefeito o meu amigo e companheiro Décio Lima, em um congresso na FURB fui eleito Presidente da União Catarinense dos Estudantes.
Ano marcante foi o de 2002, eu e o PT ambos com 23 anos, na mesma FURB tive a oportunidade de conhecer e conversar pessoalmente com o Lula em uma coletiva concedida no Bloco J e posteriormente em um jantar na associação da Artex.
Participei ativamente da campanha do Lula de 2002, fizemos campanha 24 horas. No segundo turno, quando todo o Brasil e o exterior sabiam que o Lula seria presidente, seu último comício foi em Santa Catarina no Largo da Alfândega na capital, eu, então Presidente da União Catarinense dos Estudantes, e o Presidente da União Nacional dos Estudantes, meu amigo Filipe Maia, estávamos no palanque quando Lula chegou e chovia uma fina garoa e o Lula pegou o microfone, já com semblante exausto de uma campanha e disse “gente eu já fiz comício aqui em Florianópolis de baixo de muita chuva, isso que esta caindo do céu nesse momento não é chuva, são lagrimas dos anjos emocionados com a eleição de um trabalhador para a Presidência do Brasil...”
Hoje lembro-me da noite chuvosa, no escuro comendo pasteis em 1989 e do comício de 1998 de baixo de muita chuva. Lembrar da vida é lembrar do PT e das lutas dos sonhos.
Por ironia do destino e por relações de amizade pessoal, iniciei a militância partidária no PCdoB, único partido aliado ideológico do PT, e de onde vieram muitos petistas como José Genoino, Tarso Genro, Zé Dirceu, Carlito Merss, Claudio Vignatti, Maria do Rosário, meu amigo Nildomar Freire (Nildão) e tantos outros, porém posso dizer que desde criancinha sou PT. O PT pensa as Políticas Públicas com sentimentos de inclusão social e de solidariedade, hoje são 29 anos ajudando a mudar o Brasil, nosso governo bate recordes de popularidade e aprovação, são milhares de brasileiros vivendo melhor e mais felizes, novas portas e perspectivas se abrindo para o povo brasileiro.
Apesar de sermos internacionalistas, gostaria de descrever um pouquinho a história do PT em Blumenau cidade em que milito. Temos que resgatar e homenagear os atores dessa linda história, hoje alguns ainda estão militando ativamente, com a disposição do tamanho dos seus sonhos, outros estão em casa, mas não deixaram nunca de acreditar em um mundo mais justo em um Brasil socialista e outros infelizmente não estão mais entre nós, porém todos deram a sua contribuição.
Tempos que se lembrar dos sindicalistas, intelectuais, artistas, religiosos, dos nossos vereadores que defenderam nossas idéias no legislativo municipal: Décio Lima, Célio Scholemberg, Mauricio Pacheco, Arnaldo Zimmermann, Erlédio Pering, Isaltino Pedron, Maria Emilia, Vanderlei de Oliveira, Vânio Salm e daqueles que foram candidatos e mesmo não sendo eleitos, ajudaram para que outros companheiros nos representassem.
Não podemos esquecer os companheiros que participaram da composição do Governo Popular e também ajudaram a escrever a nossa história, temos que lembrar da Deputada Ana Paula, com dois mandatos consecutivos e na ultima eleição foi a mais votada pelo PT no Estado e não poderíamos esquecer do Deputado Décio Lima, pois a história do PT em Blumenau e no Estado está intimamente ligada a ele, foi advogado sindicalista, vereador, prefeito por duas vezes, sendo um dos primeiros do PT no Estado abrindo portas para os Governos Populares em diversos municípios, venceu a apaixonante eleição de 1996 e o reconhecimento pelo bom trabalho na esmagadora vitória de 2000. E todos sabemos que se tivesse disputado a eleição de 2002, hoje seria o Governador do nosso Estado. O Deputado Décio Lima carrega a política de amor e poesia, é um maestro com as palavras.
Temos que recordar, dos movimentos sociais, das eleições sindicais, das mobilizações, das campanhas e dos velhos companheiros como o Zé Garcia, Edson Adriano, Eder Lima, o Roberto Imme que quase foi eleito deputado Federal. Enfim é a história de toda uma militância e de muitos atores. Tive a honra de disputar a eleição passada como candidato pelo PT em Blumenau e me emocionei em poder representar a história do PT, tão rica e importante para o povo da nossa cidade.
A história do PT é a História do Brasil, começou a ser escrita a em uma manhã de domingo, dia 10 de fevereiro de 1980 no colégio Sion em São Paulo. Ao lado da minha companheira de militância e de amor Daniela, continuaremos ajudando a escrever essa história, de sonhos, utopias e realizações, pois a história do PT é a história das nossas vidas.
Viva o Partido dos trabalhadores e sua militância!!
Para o marxista italiano Antonio Gramsci “escrever a história de um partido é escrever a história de um país”, vou além e digo que é não somente a história de um país, mas a história de vidas, sentimentos, sonhos, é a construção de personalidades e valores em seres humanos. Pelo menos assim é a história do Partido dos Trabalhadores, construída pela sua combativa militância em todos os cantos de um continente chamado Brasil.
Vou relatar uma pequena história vivenciada intensamente a exatos 29 anos de vida. Tem inicio em um pequeno município da serra catarinense, que leva o nome em homenagem a guerreira dos dois mundos chamada Anita Garibaldi, mas precisamente em 1989, eu e o PT ambos com 9 anos de idade.
Era segundo turno das eleições presidenciais, em uma noite na véspera do segundo turno, choveu muito na cidade e como era de costume, toda vez que chovia faltava luz, minha querida mãe com o seu dom para a culinária, fritava pasteis na cozinha a luz de velas, eu sentadinho comendo os pasteis, juntamente com minha família, eis que entra um vizinho e ao avistar na porta de casa um adesivo branco da “frente Brasil popular” escrito em verde LULA, comenta “se o Lula ganhar a eleição, todas as noites a luz irá se apagar e teremos toque de recolher, as casas terão que dividir seus cômodos com outras famílias e os colonos que virão do interior serão proibidos de andar a cavalo pela cidade”. Confesso que fiquei preocupado com aquilo, mas minha mãe e meu pai trataram de me dizer que era uma grande besteira.
Acompanhei os debates e a manipulação da mídia para que Lula não ganhasse a eleição. Acompanhei a derrubada do presidente colorido, com a União Nacional dos Estudantes liderando os caras pintadas, pela televisão assistimos a sessão da câmara dos deputados e comemoramos com o ultimo voto da cassação.
Em 1994 eu e o PT, ambos com 14 anos, acompanhamos o inicio da campanha e dávamos como certa a vitória do Lula. Infelizmente ela não veio e o Brasil mergulhou nos anos neoliberais da direita comandados pelo PSDB e PFL (DEM), com o enxugamento do Estado, desemprego, entrega do patrimônio publico, ALCA, FMI, ACM e tantas mazelas.
Em 1998, ano em que iria votar pela primeira vez para presidente da república, já morando com meu irmão do meio em Florianópolis, fazendo cursinho para passar no vestibular, lembro-me de passar todos os dias em frente à esquina democrática (Filipe Schimitt com a Deodoro) e lá estava a militância do PT fazendo campanha. Certo dia fui informado que teria comício do Lula no largo da alfândega, me desloquei de onde morava somente para ver o Lula, começou a chover intensamente e nem perto consegui chegar, depois de tomar um banho de chuva.
Infelizmente perdemos aquela eleição, foram muitas as denúncias de compra de voto no congresso nacional que garantiu uma manobra para permitir que uma emenda à constituição desse direito à reeleição. Depois dessa data tive uma militância muito intensa no movimento estudantil, participei de muitas manifestações contra o governo neoliberal da direita, como a marcha dos 100 mil em Brasília, as manifestações e congressos estudantis contra o sucateamento da educação.
No ano de 2001 em Blumenau, cidade então governada pelo PT, tendo como prefeito o meu amigo e companheiro Décio Lima, em um congresso na FURB fui eleito Presidente da União Catarinense dos Estudantes.
Ano marcante foi o de 2002, eu e o PT ambos com 23 anos, na mesma FURB tive a oportunidade de conhecer e conversar pessoalmente com o Lula em uma coletiva concedida no Bloco J e posteriormente em um jantar na associação da Artex.
Participei ativamente da campanha do Lula de 2002, fizemos campanha 24 horas. No segundo turno, quando todo o Brasil e o exterior sabiam que o Lula seria presidente, seu último comício foi em Santa Catarina no Largo da Alfândega na capital, eu, então Presidente da União Catarinense dos Estudantes, e o Presidente da União Nacional dos Estudantes, meu amigo Filipe Maia, estávamos no palanque quando Lula chegou e chovia uma fina garoa e o Lula pegou o microfone, já com semblante exausto de uma campanha e disse “gente eu já fiz comício aqui em Florianópolis de baixo de muita chuva, isso que esta caindo do céu nesse momento não é chuva, são lagrimas dos anjos emocionados com a eleição de um trabalhador para a Presidência do Brasil...”
Hoje lembro-me da noite chuvosa, no escuro comendo pasteis em 1989 e do comício de 1998 de baixo de muita chuva. Lembrar da vida é lembrar do PT e das lutas dos sonhos.
Por ironia do destino e por relações de amizade pessoal, iniciei a militância partidária no PCdoB, único partido aliado ideológico do PT, e de onde vieram muitos petistas como José Genoino, Tarso Genro, Zé Dirceu, Carlito Merss, Claudio Vignatti, Maria do Rosário, meu amigo Nildomar Freire (Nildão) e tantos outros, porém posso dizer que desde criancinha sou PT. O PT pensa as Políticas Públicas com sentimentos de inclusão social e de solidariedade, hoje são 29 anos ajudando a mudar o Brasil, nosso governo bate recordes de popularidade e aprovação, são milhares de brasileiros vivendo melhor e mais felizes, novas portas e perspectivas se abrindo para o povo brasileiro.
Apesar de sermos internacionalistas, gostaria de descrever um pouquinho a história do PT em Blumenau cidade em que milito. Temos que resgatar e homenagear os atores dessa linda história, hoje alguns ainda estão militando ativamente, com a disposição do tamanho dos seus sonhos, outros estão em casa, mas não deixaram nunca de acreditar em um mundo mais justo em um Brasil socialista e outros infelizmente não estão mais entre nós, porém todos deram a sua contribuição.
Tempos que se lembrar dos sindicalistas, intelectuais, artistas, religiosos, dos nossos vereadores que defenderam nossas idéias no legislativo municipal: Décio Lima, Célio Scholemberg, Mauricio Pacheco, Arnaldo Zimmermann, Erlédio Pering, Isaltino Pedron, Maria Emilia, Vanderlei de Oliveira, Vânio Salm e daqueles que foram candidatos e mesmo não sendo eleitos, ajudaram para que outros companheiros nos representassem.
Não podemos esquecer os companheiros que participaram da composição do Governo Popular e também ajudaram a escrever a nossa história, temos que lembrar da Deputada Ana Paula, com dois mandatos consecutivos e na ultima eleição foi a mais votada pelo PT no Estado e não poderíamos esquecer do Deputado Décio Lima, pois a história do PT em Blumenau e no Estado está intimamente ligada a ele, foi advogado sindicalista, vereador, prefeito por duas vezes, sendo um dos primeiros do PT no Estado abrindo portas para os Governos Populares em diversos municípios, venceu a apaixonante eleição de 1996 e o reconhecimento pelo bom trabalho na esmagadora vitória de 2000. E todos sabemos que se tivesse disputado a eleição de 2002, hoje seria o Governador do nosso Estado. O Deputado Décio Lima carrega a política de amor e poesia, é um maestro com as palavras.
Temos que recordar, dos movimentos sociais, das eleições sindicais, das mobilizações, das campanhas e dos velhos companheiros como o Zé Garcia, Edson Adriano, Eder Lima, o Roberto Imme que quase foi eleito deputado Federal. Enfim é a história de toda uma militância e de muitos atores. Tive a honra de disputar a eleição passada como candidato pelo PT em Blumenau e me emocionei em poder representar a história do PT, tão rica e importante para o povo da nossa cidade.
A história do PT é a História do Brasil, começou a ser escrita a em uma manhã de domingo, dia 10 de fevereiro de 1980 no colégio Sion em São Paulo. Ao lado da minha companheira de militância e de amor Daniela, continuaremos ajudando a escrever essa história, de sonhos, utopias e realizações, pois a história do PT é a história das nossas vidas.
Viva o Partido dos trabalhadores e sua militância!!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
MOVIMENTO DOS ATINGIDOS PELO DESASTRE CARTA ABERTA
Ao povo de Blumenau,
Ao Prefeito da cidade, João Paulo,
Ao governador de Santa Catarina, Luiz Henrique e
Ao Presidente Lula.
Somos o Movimento dos Atingidos pelo Desastre da cidade de Blumenau, coordenado por desabrigados e desalojados. Contamos com o apoio do Fórum dos Movimentos Sociais e Fórum dos Trabalhadores de Blumenau.Hoje, passados quase três meses do desastre que se abateu sobre nossa região, ainda vivemos em situação precária. Continuamos sem moradia, alojados em abrigos, em casas de parentes ou amigos e, infelizmente, ainda sem perspectiva de ver resolvida nossa situação.Nos abrigos, estamos submetidos a situações humilhantes. Nossos direitos fundamentais são violados quando, por exemplo:· Somos proibidos de realizar nossas reuniões e, que para realizar qualquer atividade é exigida autorização da SEMASCRI (Secretaria Municipal da Assistência Social);· Somos permanentemente ameaçados de expulsão do abrigo e de demissão dos nossos empregos. Valem-se da presença de militares para aumentar a intimidação.Agora querem nos transferir para abrigos provisórios sem nos dar informações elementares como localização, capacidade de pessoas, segurança, respeito à privacidade familiar, tempo de permanência, etc. Não aceitamos esta transferência para os abrigos provisórios sem garantia de moradia com prazo e projetos que atendam nossas reivindicações.Pela imprensa, acompanhamos as inúmeras reuniões e atividades de empresários com o governador e o prefeito, onde são oferecidos incentivos e isenções fiscais enquanto parte de nós “desalojados” só resta o "auxílio-reação".Os recursos das doações, que deveriam ser destinados a resolver nosso problema de moradia estão servindo para aumentar a especulação imobiliária. Isso porque o dinheiro é usado para pagar aluguel de casas e não para a construção das moradias destruídas pelas chuvas.Nesse ato público, estamos nos dirigindo ao prefeito João Paulo, ao governador do estado Luis Henrique e ao presidente Lula para apresentar nossas reivindicações. Cada um deles tem poder de decidir e responsabilidade nessa situação.O Movimento dos Atingidos pelo Desastre exige:· Imediata reconstrução gratuita das moradias e definição de prazo para que todos os desabrigados tenham as suas moradias.· Os Abrigos Provisórios devem ser construídos em localização adequada, com segurança, respeito à privacidade familiar e conforto adequado.· Participação dos desabrigados nas decisões e definição do tempo de permanência nos abrigos provisórios.· Imediato parecer da Defesa Civil nas áreas que ainda não foram vistoriadas!· Direito de reunião! Direito de ir e vir! Fim imediato das perseguições e ameaças nos abrigos!· Respeito às famílias nos abrigos e direito de privacidade!· Acesso às informações de recursos das doações e sua destinação final.· Acesso e discussão pública sobre os projetos e propostas em tramitação.· Não demissão e repressão no ambiente de trabalho!· Reconhecimento do Movimento dos Atingidos pelo Desastre como legítimo representante de todos os desabrigados e atingidos!Sem o atendimento destas condições nós desabrigados não aceitamos deixar os atuais abrigos.Reivindicamos, de imediato, audiência com o Sr. Prefeito Municipal para entregar nossa pauta de exigências e definir compromissos claros e públicos sobre a forma de encaminhá-la.Nosso sincero agradecimento a todos pelas doações e a solidariedade e pedimos seu apoio e participação em defesa dos direitos dos atingidos e na reconstrução de parte do que perdemos.
ATO PÚBLICO Data: 22 de janeiro (quinta-feira)Horário: Concentração às 14 Horas. Local: Em frente à Prefeitura (Figueira) Blumenau, janeiro de 2009.
Ao Prefeito da cidade, João Paulo,
Ao governador de Santa Catarina, Luiz Henrique e
Ao Presidente Lula.
Somos o Movimento dos Atingidos pelo Desastre da cidade de Blumenau, coordenado por desabrigados e desalojados. Contamos com o apoio do Fórum dos Movimentos Sociais e Fórum dos Trabalhadores de Blumenau.Hoje, passados quase três meses do desastre que se abateu sobre nossa região, ainda vivemos em situação precária. Continuamos sem moradia, alojados em abrigos, em casas de parentes ou amigos e, infelizmente, ainda sem perspectiva de ver resolvida nossa situação.Nos abrigos, estamos submetidos a situações humilhantes. Nossos direitos fundamentais são violados quando, por exemplo:· Somos proibidos de realizar nossas reuniões e, que para realizar qualquer atividade é exigida autorização da SEMASCRI (Secretaria Municipal da Assistência Social);· Somos permanentemente ameaçados de expulsão do abrigo e de demissão dos nossos empregos. Valem-se da presença de militares para aumentar a intimidação.Agora querem nos transferir para abrigos provisórios sem nos dar informações elementares como localização, capacidade de pessoas, segurança, respeito à privacidade familiar, tempo de permanência, etc. Não aceitamos esta transferência para os abrigos provisórios sem garantia de moradia com prazo e projetos que atendam nossas reivindicações.Pela imprensa, acompanhamos as inúmeras reuniões e atividades de empresários com o governador e o prefeito, onde são oferecidos incentivos e isenções fiscais enquanto parte de nós “desalojados” só resta o "auxílio-reação".Os recursos das doações, que deveriam ser destinados a resolver nosso problema de moradia estão servindo para aumentar a especulação imobiliária. Isso porque o dinheiro é usado para pagar aluguel de casas e não para a construção das moradias destruídas pelas chuvas.Nesse ato público, estamos nos dirigindo ao prefeito João Paulo, ao governador do estado Luis Henrique e ao presidente Lula para apresentar nossas reivindicações. Cada um deles tem poder de decidir e responsabilidade nessa situação.O Movimento dos Atingidos pelo Desastre exige:· Imediata reconstrução gratuita das moradias e definição de prazo para que todos os desabrigados tenham as suas moradias.· Os Abrigos Provisórios devem ser construídos em localização adequada, com segurança, respeito à privacidade familiar e conforto adequado.· Participação dos desabrigados nas decisões e definição do tempo de permanência nos abrigos provisórios.· Imediato parecer da Defesa Civil nas áreas que ainda não foram vistoriadas!· Direito de reunião! Direito de ir e vir! Fim imediato das perseguições e ameaças nos abrigos!· Respeito às famílias nos abrigos e direito de privacidade!· Acesso às informações de recursos das doações e sua destinação final.· Acesso e discussão pública sobre os projetos e propostas em tramitação.· Não demissão e repressão no ambiente de trabalho!· Reconhecimento do Movimento dos Atingidos pelo Desastre como legítimo representante de todos os desabrigados e atingidos!Sem o atendimento destas condições nós desabrigados não aceitamos deixar os atuais abrigos.Reivindicamos, de imediato, audiência com o Sr. Prefeito Municipal para entregar nossa pauta de exigências e definir compromissos claros e públicos sobre a forma de encaminhá-la.Nosso sincero agradecimento a todos pelas doações e a solidariedade e pedimos seu apoio e participação em defesa dos direitos dos atingidos e na reconstrução de parte do que perdemos.
ATO PÚBLICO Data: 22 de janeiro (quinta-feira)Horário: Concentração às 14 Horas. Local: Em frente à Prefeitura (Figueira) Blumenau, janeiro de 2009.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Auxílio-Reação
A aprovação por unanimidade, pela Assembléia Legislativa da Medida Provisória nº 148/08 que institui o chamado Auxílio-Reação foi de extrema importância para a população atingida pela catástrofe de novembro. Pena foi a acusação do Deputado Jean Kuhlmann (DEM) ao Partido dos Trabalhadores, de ter partidarizado a questão (Santa 05/01/2009). Ora o PT inclusive apoiou as emendas do Deputado e votou favorável a MP. A proposta do PT era para que a MP também beneficiasse as famílias que estão nos abrigos temporários. Para que famílias como a da dona Claudete Adão (Santa 05/01/2009), não fiquem com medo de deixar o abrigo para receber o auxilio.
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