
Por Jefferson Forest - Vice Presidente do PT/SC
Para o marxista italiano Antonio Gramsci “escrever a história de um partido é escrever a história de um país”, vou além e digo que é não somente a história de um país, mas a história de vidas, sentimentos, sonhos, é a construção de personalidades e valores em seres humanos. Pelo menos assim é a história do Partido dos Trabalhadores, construída pela sua combativa militância em todos os cantos de um continente chamado Brasil.
Vou relatar uma pequena história vivenciada intensamente a exatos 29 anos de vida. Tem inicio em um pequeno município da serra catarinense, que leva o nome em homenagem a guerreira dos dois mundos chamada Anita Garibaldi, mas precisamente em 1989, eu e o PT ambos com 9 anos de idade.
Era segundo turno das eleições presidenciais, em uma noite na véspera do segundo turno, choveu muito na cidade e como era de costume, toda vez que chovia faltava luz, minha querida mãe com o seu dom para a culinária, fritava pasteis na cozinha a luz de velas, eu sentadinho comendo os pasteis, juntamente com minha família, eis que entra um vizinho e ao avistar na porta de casa um adesivo branco da “frente Brasil popular” escrito em verde LULA, comenta “se o Lula ganhar a eleição, todas as noites a luz irá se apagar e teremos toque de recolher, as casas terão que dividir seus cômodos com outras famílias e os colonos que virão do interior serão proibidos de andar a cavalo pela cidade”. Confesso que fiquei preocupado com aquilo, mas minha mãe e meu pai trataram de me dizer que era uma grande besteira.
Acompanhei os debates e a manipulação da mídia para que Lula não ganhasse a eleição. Acompanhei a derrubada do presidente colorido, com a União Nacional dos Estudantes liderando os caras pintadas, pela televisão assistimos a sessão da câmara dos deputados e comemoramos com o ultimo voto da cassação.
Em 1994 eu e o PT, ambos com 14 anos, acompanhamos o inicio da campanha e dávamos como certa a vitória do Lula. Infelizmente ela não veio e o Brasil mergulhou nos anos neoliberais da direita comandados pelo PSDB e PFL (DEM), com o enxugamento do Estado, desemprego, entrega do patrimônio publico, ALCA, FMI, ACM e tantas mazelas.
Em 1998, ano em que iria votar pela primeira vez para presidente da república, já morando com meu irmão do meio em Florianópolis, fazendo cursinho para passar no vestibular, lembro-me de passar todos os dias em frente à esquina democrática (Filipe Schimitt com a Deodoro) e lá estava a militância do PT fazendo campanha. Certo dia fui informado que teria comício do Lula no largo da alfândega, me desloquei de onde morava somente para ver o Lula, começou a chover intensamente e nem perto consegui chegar, depois de tomar um banho de chuva.
Infelizmente perdemos aquela eleição, foram muitas as denúncias de compra de voto no congresso nacional que garantiu uma manobra para permitir que uma emenda à constituição desse direito à reeleição. Depois dessa data tive uma militância muito intensa no movimento estudantil, participei de muitas manifestações contra o governo neoliberal da direita, como a marcha dos 100 mil em Brasília, as manifestações e congressos estudantis contra o sucateamento da educação.
No ano de 2001 em Blumenau, cidade então governada pelo PT, tendo como prefeito o meu amigo e companheiro Décio Lima, em um congresso na FURB fui eleito Presidente da União Catarinense dos Estudantes.
Ano marcante foi o de 2002, eu e o PT ambos com 23 anos, na mesma FURB tive a oportunidade de conhecer e conversar pessoalmente com o Lula em uma coletiva concedida no Bloco J e posteriormente em um jantar na associação da Artex.
Participei ativamente da campanha do Lula de 2002, fizemos campanha 24 horas. No segundo turno, quando todo o Brasil e o exterior sabiam que o Lula seria presidente, seu último comício foi em Santa Catarina no Largo da Alfândega na capital, eu, então Presidente da União Catarinense dos Estudantes, e o Presidente da União Nacional dos Estudantes, meu amigo Filipe Maia, estávamos no palanque quando Lula chegou e chovia uma fina garoa e o Lula pegou o microfone, já com semblante exausto de uma campanha e disse “gente eu já fiz comício aqui em Florianópolis de baixo de muita chuva, isso que esta caindo do céu nesse momento não é chuva, são lagrimas dos anjos emocionados com a eleição de um trabalhador para a Presidência do Brasil...”
Hoje lembro-me da noite chuvosa, no escuro comendo pasteis em 1989 e do comício de 1998 de baixo de muita chuva. Lembrar da vida é lembrar do PT e das lutas dos sonhos.
Por ironia do destino e por relações de amizade pessoal, iniciei a militância partidária no PCdoB, único partido aliado ideológico do PT, e de onde vieram muitos petistas como José Genoino, Tarso Genro, Zé Dirceu, Carlito Merss, Claudio Vignatti, Maria do Rosário, meu amigo Nildomar Freire (Nildão) e tantos outros, porém posso dizer que desde criancinha sou PT. O PT pensa as Políticas Públicas com sentimentos de inclusão social e de solidariedade, hoje são 29 anos ajudando a mudar o Brasil, nosso governo bate recordes de popularidade e aprovação, são milhares de brasileiros vivendo melhor e mais felizes, novas portas e perspectivas se abrindo para o povo brasileiro.
Apesar de sermos internacionalistas, gostaria de descrever um pouquinho a história do PT em Blumenau cidade em que milito. Temos que resgatar e homenagear os atores dessa linda história, hoje alguns ainda estão militando ativamente, com a disposição do tamanho dos seus sonhos, outros estão em casa, mas não deixaram nunca de acreditar em um mundo mais justo em um Brasil socialista e outros infelizmente não estão mais entre nós, porém todos deram a sua contribuição.
Tempos que se lembrar dos sindicalistas, intelectuais, artistas, religiosos, dos nossos vereadores que defenderam nossas idéias no legislativo municipal: Décio Lima, Célio Scholemberg, Mauricio Pacheco, Arnaldo Zimmermann, Erlédio Pering, Isaltino Pedron, Maria Emilia, Vanderlei de Oliveira, Vânio Salm e daqueles que foram candidatos e mesmo não sendo eleitos, ajudaram para que outros companheiros nos representassem.
Não podemos esquecer os companheiros que participaram da composição do Governo Popular e também ajudaram a escrever a nossa história, temos que lembrar da Deputada Ana Paula, com dois mandatos consecutivos e na ultima eleição foi a mais votada pelo PT no Estado e não poderíamos esquecer do Deputado Décio Lima, pois a história do PT em Blumenau e no Estado está intimamente ligada a ele, foi advogado sindicalista, vereador, prefeito por duas vezes, sendo um dos primeiros do PT no Estado abrindo portas para os Governos Populares em diversos municípios, venceu a apaixonante eleição de 1996 e o reconhecimento pelo bom trabalho na esmagadora vitória de 2000. E todos sabemos que se tivesse disputado a eleição de 2002, hoje seria o Governador do nosso Estado. O Deputado Décio Lima carrega a política de amor e poesia, é um maestro com as palavras.
Temos que recordar, dos movimentos sociais, das eleições sindicais, das mobilizações, das campanhas e dos velhos companheiros como o Zé Garcia, Edson Adriano, Eder Lima, o Roberto Imme que quase foi eleito deputado Federal. Enfim é a história de toda uma militância e de muitos atores. Tive a honra de disputar a eleição passada como candidato pelo PT em Blumenau e me emocionei em poder representar a história do PT, tão rica e importante para o povo da nossa cidade.
A história do PT é a História do Brasil, começou a ser escrita a em uma manhã de domingo, dia 10 de fevereiro de 1980 no colégio Sion em São Paulo. Ao lado da minha companheira de militância e de amor Daniela, continuaremos ajudando a escrever essa história, de sonhos, utopias e realizações, pois a história do PT é a história das nossas vidas.
Viva o Partido dos trabalhadores e sua militância!!
Para o marxista italiano Antonio Gramsci “escrever a história de um partido é escrever a história de um país”, vou além e digo que é não somente a história de um país, mas a história de vidas, sentimentos, sonhos, é a construção de personalidades e valores em seres humanos. Pelo menos assim é a história do Partido dos Trabalhadores, construída pela sua combativa militância em todos os cantos de um continente chamado Brasil.
Vou relatar uma pequena história vivenciada intensamente a exatos 29 anos de vida. Tem inicio em um pequeno município da serra catarinense, que leva o nome em homenagem a guerreira dos dois mundos chamada Anita Garibaldi, mas precisamente em 1989, eu e o PT ambos com 9 anos de idade.
Era segundo turno das eleições presidenciais, em uma noite na véspera do segundo turno, choveu muito na cidade e como era de costume, toda vez que chovia faltava luz, minha querida mãe com o seu dom para a culinária, fritava pasteis na cozinha a luz de velas, eu sentadinho comendo os pasteis, juntamente com minha família, eis que entra um vizinho e ao avistar na porta de casa um adesivo branco da “frente Brasil popular” escrito em verde LULA, comenta “se o Lula ganhar a eleição, todas as noites a luz irá se apagar e teremos toque de recolher, as casas terão que dividir seus cômodos com outras famílias e os colonos que virão do interior serão proibidos de andar a cavalo pela cidade”. Confesso que fiquei preocupado com aquilo, mas minha mãe e meu pai trataram de me dizer que era uma grande besteira.
Acompanhei os debates e a manipulação da mídia para que Lula não ganhasse a eleição. Acompanhei a derrubada do presidente colorido, com a União Nacional dos Estudantes liderando os caras pintadas, pela televisão assistimos a sessão da câmara dos deputados e comemoramos com o ultimo voto da cassação.
Em 1994 eu e o PT, ambos com 14 anos, acompanhamos o inicio da campanha e dávamos como certa a vitória do Lula. Infelizmente ela não veio e o Brasil mergulhou nos anos neoliberais da direita comandados pelo PSDB e PFL (DEM), com o enxugamento do Estado, desemprego, entrega do patrimônio publico, ALCA, FMI, ACM e tantas mazelas.
Em 1998, ano em que iria votar pela primeira vez para presidente da república, já morando com meu irmão do meio em Florianópolis, fazendo cursinho para passar no vestibular, lembro-me de passar todos os dias em frente à esquina democrática (Filipe Schimitt com a Deodoro) e lá estava a militância do PT fazendo campanha. Certo dia fui informado que teria comício do Lula no largo da alfândega, me desloquei de onde morava somente para ver o Lula, começou a chover intensamente e nem perto consegui chegar, depois de tomar um banho de chuva.
Infelizmente perdemos aquela eleição, foram muitas as denúncias de compra de voto no congresso nacional que garantiu uma manobra para permitir que uma emenda à constituição desse direito à reeleição. Depois dessa data tive uma militância muito intensa no movimento estudantil, participei de muitas manifestações contra o governo neoliberal da direita, como a marcha dos 100 mil em Brasília, as manifestações e congressos estudantis contra o sucateamento da educação.
No ano de 2001 em Blumenau, cidade então governada pelo PT, tendo como prefeito o meu amigo e companheiro Décio Lima, em um congresso na FURB fui eleito Presidente da União Catarinense dos Estudantes.
Ano marcante foi o de 2002, eu e o PT ambos com 23 anos, na mesma FURB tive a oportunidade de conhecer e conversar pessoalmente com o Lula em uma coletiva concedida no Bloco J e posteriormente em um jantar na associação da Artex.
Participei ativamente da campanha do Lula de 2002, fizemos campanha 24 horas. No segundo turno, quando todo o Brasil e o exterior sabiam que o Lula seria presidente, seu último comício foi em Santa Catarina no Largo da Alfândega na capital, eu, então Presidente da União Catarinense dos Estudantes, e o Presidente da União Nacional dos Estudantes, meu amigo Filipe Maia, estávamos no palanque quando Lula chegou e chovia uma fina garoa e o Lula pegou o microfone, já com semblante exausto de uma campanha e disse “gente eu já fiz comício aqui em Florianópolis de baixo de muita chuva, isso que esta caindo do céu nesse momento não é chuva, são lagrimas dos anjos emocionados com a eleição de um trabalhador para a Presidência do Brasil...”
Hoje lembro-me da noite chuvosa, no escuro comendo pasteis em 1989 e do comício de 1998 de baixo de muita chuva. Lembrar da vida é lembrar do PT e das lutas dos sonhos.
Por ironia do destino e por relações de amizade pessoal, iniciei a militância partidária no PCdoB, único partido aliado ideológico do PT, e de onde vieram muitos petistas como José Genoino, Tarso Genro, Zé Dirceu, Carlito Merss, Claudio Vignatti, Maria do Rosário, meu amigo Nildomar Freire (Nildão) e tantos outros, porém posso dizer que desde criancinha sou PT. O PT pensa as Políticas Públicas com sentimentos de inclusão social e de solidariedade, hoje são 29 anos ajudando a mudar o Brasil, nosso governo bate recordes de popularidade e aprovação, são milhares de brasileiros vivendo melhor e mais felizes, novas portas e perspectivas se abrindo para o povo brasileiro.
Apesar de sermos internacionalistas, gostaria de descrever um pouquinho a história do PT em Blumenau cidade em que milito. Temos que resgatar e homenagear os atores dessa linda história, hoje alguns ainda estão militando ativamente, com a disposição do tamanho dos seus sonhos, outros estão em casa, mas não deixaram nunca de acreditar em um mundo mais justo em um Brasil socialista e outros infelizmente não estão mais entre nós, porém todos deram a sua contribuição.
Tempos que se lembrar dos sindicalistas, intelectuais, artistas, religiosos, dos nossos vereadores que defenderam nossas idéias no legislativo municipal: Décio Lima, Célio Scholemberg, Mauricio Pacheco, Arnaldo Zimmermann, Erlédio Pering, Isaltino Pedron, Maria Emilia, Vanderlei de Oliveira, Vânio Salm e daqueles que foram candidatos e mesmo não sendo eleitos, ajudaram para que outros companheiros nos representassem.
Não podemos esquecer os companheiros que participaram da composição do Governo Popular e também ajudaram a escrever a nossa história, temos que lembrar da Deputada Ana Paula, com dois mandatos consecutivos e na ultima eleição foi a mais votada pelo PT no Estado e não poderíamos esquecer do Deputado Décio Lima, pois a história do PT em Blumenau e no Estado está intimamente ligada a ele, foi advogado sindicalista, vereador, prefeito por duas vezes, sendo um dos primeiros do PT no Estado abrindo portas para os Governos Populares em diversos municípios, venceu a apaixonante eleição de 1996 e o reconhecimento pelo bom trabalho na esmagadora vitória de 2000. E todos sabemos que se tivesse disputado a eleição de 2002, hoje seria o Governador do nosso Estado. O Deputado Décio Lima carrega a política de amor e poesia, é um maestro com as palavras.
Temos que recordar, dos movimentos sociais, das eleições sindicais, das mobilizações, das campanhas e dos velhos companheiros como o Zé Garcia, Edson Adriano, Eder Lima, o Roberto Imme que quase foi eleito deputado Federal. Enfim é a história de toda uma militância e de muitos atores. Tive a honra de disputar a eleição passada como candidato pelo PT em Blumenau e me emocionei em poder representar a história do PT, tão rica e importante para o povo da nossa cidade.
A história do PT é a História do Brasil, começou a ser escrita a em uma manhã de domingo, dia 10 de fevereiro de 1980 no colégio Sion em São Paulo. Ao lado da minha companheira de militância e de amor Daniela, continuaremos ajudando a escrever essa história, de sonhos, utopias e realizações, pois a história do PT é a história das nossas vidas.
Viva o Partido dos trabalhadores e sua militância!!
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