quinta-feira, 17 de junho de 2010

EM NOME DA JUSTIÇA E DA VERDADE


* Vereador Vanderlei Paulo de Oliveira

Recebi, muito recentemente, a versão impressa de uma mensagem eletrônica que se pretende a reprodução da ficha criminal da pré-candidata a presidência da república Dilma Roussef. O documento seria datado de 1970 e enumera, ao lado de uma foto de Dilma aos 23 anos, uma série de crimes que ela teria cometido quando de sua participação na luta armada contra a Ditadura Militar que comandou o Estado brasileiro entre 1964 e 1984. O documento não resiste a um exame histórico sequer superficial. Dilma é responsabilizada por grande parte dos principais feitos da luta armada brasileira e reputada partícipe de ao menos, cinco grupos paramilitares diferentes, o que de forma alguma é verdade. A sobreposição da biografia de Dilma a uma série de ações militares pelas quais não é responsável, junto a algumas de que de fato participou, tem uma função, fazer de Dilma, em sua juventude, uma terrorista perigosa e projetar esta imagem sobre a personalidade da pré-candidata a presidenta. A pergunta sugerida é clara; Levando em conta o fato de que participou de grupos revolucionários clandestinos, não poderíamos concluir que tem Dilma uma personalidade criminosa e disposta a transgressão, inclusive violenta, da lei para a obtenção de seus objetivos?
O recurso mais simples para engendrar uma resposta a esta acusação é, possivelmente, a averiguação da fonte. Uma procura mais meticulosa resultaria, certamente, na localização de interesses políticos, os mais mundanos, irradiando estes documentos fraudulentos. Creio, no entanto, que esta escolha me faria incorrer no erro, imperdoável num sistema democrático, de desqualificar meu interlocutor e não seus argumentos, exatamente o que faz quem produziu o documento que tenho em mãos. Não cairei na armadilha de acreditar que posso usar as armas do inimigo e não me tornar igual a ele. Embora fundada sobre uma mentira grosseira, aceito a pergunta que o adversário faz, recondicionando-a a um parâmetro razoável; O que a história da guerrilheira Dilma diz da candidata Dilma?
A primeira coisa a discutir é a condição de terrorista. Terrorismo é uma prática política que se enquadra em ao menos dois critérios, o sentido das ações é espalhar o medo e a prática militar não diferencia combatentes e não combatentes. O terrorismo ataca indistintamente para espalhar o pânico. As organizações de que Dilma participou efetivamente realizaram ações militares contra o status quo, mas estas ações vinham no sentido de obter recursos para enfrentar um inimigo infinitamente superior em poder e crueldade. As ações, até armadas, da esquerda brasileira serviram, na vida concreta, para garantir uma estrutura clandestina que garantia a vida de uma exígua quantidade de lideranças que a Ditadura desejava obstinadamente exterminar. Não existiram ataques destinados a causar o pânico da população e as baixas civis foram escrupulosamente evitadas. Dilma, nem mesmo no panfleto, é acusada de qualquer morte. Já a ação militar do Estado brasileiro, neste período, é caracterizada por uma perseguição desenfreada aos militantes da esquerda, sendo o assassinato e a tortura suas práticas cotidianas, através de aparelhos oficiais e de grupos paramilitares. A perseguição praticada pelas estruturas oficiais operava no sentido de espalhar o medo através da execução e tortura de opositores, seus filhos, cônjuges e conhecidos. Temos aqui a materialização de atos terroristas, o pânico espalhado através do ataque indistinto a combatentes e não combatentes. O terrorismo, durante a Ditadura, é ação exclusiva do Estado, inclusive com tentativas, felizmente fracassadas, de detonar bombas em espetáculos públicos, como no conhecido caso Rio – Centro.
Se Dilma não era terrorista, seria ela ao menos criminosa, ao sabidamente realizar ações ilegais contra o Estado? De meu ponto de vista só existem crimes contra um estado de direito e nunca contra uma ditadura. Constitui crime conspirar contra uma tropa de choque que derrubou um governo democraticamente eleito e o substituiu por uma gestão de generais ao mesmo tempo em que determinou o silêncio absoluto de todos os que discordassem de suas práticas e políticas? Dilma não lutou contra um governo legítimo, ela lutou contra bárbaros que substituíram, enquanto sistema de coesão social, o debate pela força bruta. A ação contra um Estado desta natureza não constitui crime e sim uma obrigação fundamental de qualquer um que compreenda o que está acontecendo. A criminosa não era Dilma e sim o governo que ela enfrentava.
Permanece então uma inquietação, a legitimidade, mesmo nestas condições, do uso da violência. Socorro-me, aqui, de Jacob Gorender, intelectual marxista que também foi violentamente torturado durante a Ditadura. Gorender nos atenta para a inutilidade de discutir a culpa da violência, visto que esta é, obviamente, de responsabilidade do mais forte. A violência do fraco é, sempre, resultado da inexistência de canais de diálogos que permitam a manifestação de diverso grau de pluralidade das idéias e práticas humanas. Não bastassem argumentos lógicos seria preciso aferir a desproporcionalidade dos combatentes, algumas centenas de jovens, sem recursos, operando contra um Estado que dispunha de milhares de soldados, de armamentos modernos e de todos os recursos da nação.
Resta aos adversários de Dilma um último argumento, o compromisso da luta armada era com um regime socialista e não com a democracia. A primeira coisa é que a vida de um ser humano não pode ser pesada somente pelo que este pensou, mas inevitavelmente deve considerar o que esta trajetória realizou de concreto na vida. A ação da luta armada no Brasil, embora a vida curta e o massacre quase total realizado pelo aparelho de Estado, contribuiu na formação de tensões que construíram a redemocratização dos anos de 1980. Dilma pode ter lutado por um Brasil socialista, mas o que a ajudou a construir de fato foram à democracia e o estado de direito. Será então culpada por pensamentos antidemocráticos, simpatizaria, desde jovem, com governos e métodos autoritários, como os presentes no stalinismo? É no mínimo uma simplificação grosseira advogar que os revolucionários torturados e assassinados pela Ditadura defendiam qualquer formação social autoritária. Eram jovens, idealistas e libertários, que diante da ausência de qualquer possibilidade de discussão democrática e de um canal regular para manifestação de suas idéias resolveram enfrentar um Estado homicida e castrador. O socialismo com que estes jovens sonhavam era um mundo em que as pessoas fossem humanamente diferentes, socialmente iguais e totalmente livres. Enfim, um mundo muito mais próximo dos sonhos de Morus em sua Utopia do que da distopia de Huxley em seu Admirável Mundo Novo. Dilma não era uma terrorista perigosa portando idéias maléficas e autoritárias, era uma “criança lutando por liberdade e justiça”.

Onde passado e futuro se encontram?
Resta uma derradeira pergunta, o que a história da guerrilheira Dilma diz sobre a candidata Dilma? Creio que parte da explicação exige uma leitura de duas características históricas do Estado em nosso país, à primeira de que este, durante muito tempo, organizou a distribuição da riqueza de forma desigual, gerando uma quantidade enorme de pobres e miseráveis. Esta organização societária sempre gerou conflitos e tensão social. A segunda característica é a administração deste conflito através de práticas estatais violentas, expressas na tortura, na criminalização dos movimentos sociais e na discriminação dos pobres e dos diferentes. Tivemos então um Estado que gerava, conscientemente, miséria e defendia esta política pela força. A jovem Dilma se revolta com a primeira característica, por conta do exercício desta discordância se defronta com o segundo elemento.
Talvez esteja aqui à resposta sobre o que significa a história de Dilma e o que podemos esperar de uma eventual gestão sua na Presidência da República. Foi preciso que Lula, uma das vítimas da natureza excludente do Estado brasileiro, se tornasse Presidente para enfrentar esta produção deliberada da desigualdade e conjurar um modelo de Estado que tenta reduzir os abismos econômicos que dividem nosso povo. Creio que Dilma, uma mulher, que foi atingida duramente pela violência do Estado, lastreada por um projeto de erradicação da pobreza, seja a pessoa apropriada para superar a histórica brutalidade e autoritarismo estatais e propor uma forma de gestão que aprofunde a participação popular e consequentemente faça progredir o grau de liberdade presente no conjunto da vida.
Uma última coisa, em 1979 foi promulgada pelo Estado brasileiro a anistia a todos os crimes cometidos pela e contra a Ditadura. Um grande perdão que abrangia de forma irregular aos dois lados e propunha um pacto definitivo de silêncio sobre os vinte anos de barbárie militar. Os militantes de esquerda são perdoados, desde que não responsáveis por crimes de morte, e os militares inocentados de pleno, inclusive das centenas de assassinatos e milhares de sessões de tortura. Este processo incorreu em ao menos dois erros graves, o primeiro uma obviedade, anistia é o perdão dado pelo Estado a crimes cometidos contra o Estado, ou seja, chega a soar patético que o Estado tenha anistiado a si mesmo por crimes cometidos contra a sociedade. A segunda questão é que a anistia legitima uma injustiça histórica ao deixar impunes criminosos, que se utilizaram dos poderes do Estado para matar e torturar de forma sádica milhares de pessoas. Uma injustiça desta proporção inevitavelmente gera uma série de outras injustiças, uma delas materializada no panfleto que está a minha frente. Não bastasse Dilma ser vítima de uma ditadura criminosa, não bastasse ser brutalmente torturada por aspirar sonhos de justiça, não bastassem seus algozes completamente inocentados, Dilma ainda tem que assistir seus torturadores, escondidos na covardia do anonimato, tentar novamente levá-la, inocente, ao banco dos réus.


Diretório Estadual do PT - SC
Vereador do PT
Membro da Coordenação da Frenavru – Frente Nacional de Vereadores pela Reforma Urbana
Membro da Coordenação do Fórum de Vereadores de Santa Catarina

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Passei tempo estudando a influência ideológica sobre a juventude brasileira, considero que o avanço do neoliberalismo no Brasil cultivou o individualismo e a despolitização, a juventude foi a parcela mais atingida da população. Uma onda de valores, propagandeados pelos grandes meios de comunicação, colocou o consumo e a negação da política na ordem do dia nos anos neoliberais.
Achei bacana a pesquisa feita pela Studio Idéias, que aponta a figura materna como determinante na constituição da personalidade dos jovens nascidos nas décadas de 80 e 90. Para quem se interessa segue em anexo:

Os jovens de hoje são filhos da mãe. Com todo respeito. A constatação, resultado de uma das mais interessantes pesquisas sobre a juventude brasileira, aponta que a figura mãe se tornou a referência máxima da geração nascida nos anos 80 e 90. Num país em que 20 milhões de famílias são chefiadas por mulheres, valores considerados maternais (o afeto como vetor da felicidade, cultivar amigos, fazer o que gosta e cuidar de quem se gosta) passaram a substituir aqueles tidos como "masculinos" (ganhar dinheiro, fazer carreira, subir a todo preço), que predominaram na geração anterior.

A intenção da Novos Consumidores 2, pesquisa feita pela Studio Idéias entre julho e outubro de 2008 com 1.623 jovens de todo o país e lançada no fim do ano, era medir a relação que os jovens mantêm com a publicidade. Mas, a pedido do Núcleo Jovem da editora Abril, que solicitou o estudo, formou um balanço de como se expressam as pessoas de 13 a 24 anos, dos centros urbanos. "Tivemos o cuidado de não falar com formadores de opinião, para retratar o brasileiro médio, com um mínimo de acesso à internet", diz Brenda Fucuta, a diretora do Núcleo Jovem da Abril, responsável pela pesquisa.

Jornalista desde o fim dos anos 80, Brenda trabalha com leitores adolescentes há mais de dez anos. Foi diretora da revista Capricho e hoje comanda um rol de publicações para jovens, com 7 milhões de exemplares mensais. Sob o comando de Brenda, o estudo aferiu comportamentos que explicam em parte o modo como os jovens se expressam. Na internet ou na roda de conversa, eles ditam a linguagem que será absorvida no trabalho e nas reuniões familiares.

Brenda sabe que toda pesquisa padece do risco de generalizar o que pode ser só tendência parcial. Mas crê que sua pesquisa traz marcas geracionais que serão incorporadas pela sociedade. "A geração paz e amor foi uma minoria, mas impactou uma era", diz. Brenda mostra aqui como, por influência materna, o jovem atual está feminilizando sua visão de mundo e agitando sua linguagem

Qual a diferença do jovem de hoje para o de ontem?
Há um contraste grande com os valores yuppies. Os jovens estão mais preocupados em ter prazer no que fazem e estar com os amigos do que fazer carreira a todo custo. Isso pode ser só um ciclo, o da geração avessa à geração anterior. Mas pode ter a ver com um dado de nossa pesquisa: a influência feminina.

A mulher mudou mesmo os valores juvenis?
A juventude atualizou o papel da mãe, que não é só a mãe querida, mas a mulher admirada, que dá conta da casa e do trabalho. Seus filhos herdaram valores "maternais". Valorizam o coletivo e fazem dos amigos uma família ampliada. Estar junto, a tolerância, é mais forte do que ganhar dinheiro e ser bem-sucedido, valores mais "masculinos". Chamo o período atual de novo matriarcado e a atual juventude, de "filhos da mãe".

Como a presença materna se reflete no jovem?
Como as mulheres refizeram o caminho que foi dos homens, temos adolescentes mais atiradas, que ficam com vários parceiros e veem o namoro como limitador. Meninas com comportamento mais "masculino", mas ainda românticas. Em contrapartida, há esvaziamento do papel dos meninos. Estão perdidos, não sabem o que fazer, enquanto elas sabem: têm muita diferença a tirar.

Como isso se reflete na linguagem?
Na escrita, sob a revolução midiática, nunca se escreveu tanto. Ao menos por enquanto, internet para o jovem é rede social, uma maneira de conversar com os outros, de mostrar-se e de ver o que acontece. As pessoas querem cultivar amigos. Com isso, há uma oralidade sendo transmitida à escrita. Há os neologismos da internet e há os da fala cotidiana.

O jovem adota gírias só até entrar no mercado?
Pode ser, mas é preciso considerar que o mercado e as famílias estão mais abertos a gírias adolescentes do que o inverso. Hoje, é comum ouvir, no trabalho, expressões que os pais incorporaram dos filhos. As pessoas falam "beleza" e "tá certo" mesmo em atividades formais - e já não soa esquisito. Os ambientes de trabalho estão mais flexíveis com a linguagem. A juventude fez isso.

A barreira da linguagem reflete nossa ignorância sobre o jovem?
Há muitos mitos. Não está correta, por exemplo, a ideia de geração que nasceu digital, faz ene coisas ao mesmo tempo e quer liberdade, espaços abertos, esportes radicais. E, embora o jovem leve vantagem com as novas mídias, ele lida com as novidades de maneira espantada, assim como nós. Nesta pesquisa e numa anterior, de 2005, os jovens se dizem afogados com tanta informação.

Que outros mitos ruíram?
O de que eles preferem ambientes abertos. O lugar mais jovem da cidade é a sua casa. É lá que ele se sente à vontade, e os pais o estimulam a receber amigos. Isso tem a ver com segurança e também com a mudança estrutural das famílias, que eram grandes. Agora, têm poucos filhos, se deslocaram e ficaram longe de avós e tios. Os amigos cumprem o papel dos antigos primos e irmãos.

O gosto pela casa indica uma geração que fez da internet sua janela?
O que se nota é que o contato digital é tão prazeroso quanto a necessidade física de estar com a turma. Não é uma experiência tão pobre quanto imaginam os adultos. A imagem do jovem que faz mil coisas de uma vez também é falsa. Ele consome muitas mídias: são 8 horas diárias, 3 só na internet, outras 3 na TV, mas um consumo fragmentado, não tão simultâneo.

O jovem é superficial e alienado? Ou isso é mito?
Não diria superficial. Os valores mudaram. Tivemos gerações empenhadas em política ou em ganhar dinheiro. Hoje, há bandeiras como "vamos viver a vida com mais prazer e sentido". Não serão esses os jovens que vão revolucionar o meio ambiente, mas tiveram mais convites a pensar a questão. O fato é que a presença feminina se reflete numa geração mais conservadora e menos individualista, atenta à qualidade da própria vida. Não dá para dizer que é mais alienada.

Não há mais informação do que jovens bem informados?
O jovem está sim mais informado. Minha geração tinha mídias tradicionais para consultar, e isso limitava o número de pessoas informadas. Hoje é diferente. Uma adolescente me disse algo decisivo: "Não preciso ir até a informação, ela vem a mim". Se as Torres Gêmeas caem ou o Lombardi morre, o jovem saberá, mas de segunda, terceira mão, sem consultar as mídias tradicionais. Fiz um estudo de caso no Twitter de uma garota que postou a mensagem "O Lombardi morreu. Não acredito". Quis saber onde ela buscou a história e vi que no Twitter de uma celebridade. Ela retuitou a informação, e seus amigos a seguiram. Alguns, então, questionam: "Mas morreu do quê?". Aí vão às mídias tradicionais buscar detalhes e dizer ao amigo que sabem mais do que ele.

Quais os acertos e os erros na linguagem que se adota com o jovem?
O conteúdo é importante, mas desde que embalado de um jeito funcional. E o jovem gosta de entretenimento aliado a
conteúdo. Se algo benfeito é bem embalado, o jovem tira de letra mesmo a mensagem mais complexa. Por outro lado, o erro mais tosco é posar de jovem. Tende-se a exagerar na gíria. O jovem percebe quando um adulto se passa por garoto. Outro erro é congelar a imagem do jovem no filho, no sobrinho. As pessoas mudam com rapidez seus hábitos, é fácil perder o compasso. O terceiro erro é não valorizar a força do visual da mensagem. É preciso traduzir fatos em imagens e "imagens verbais".

Quais os obstáculos para quem quer comunicar-se com o jovem?
Só na aparência os jovens são autossuficientes. Passam 80% do tempo se autoabastecendo de dados, e de algum modo digerem o que vale a pena e vai sustentar seus papos. Há gente, por enquanto adulta, que fornece o conteúdo que, de alguma maneira, será tema da conversa deles. Estamos no grande momento de desenvolver um modelo de fluxo de informação. Para alguém autossuficiente, mas carente de orientação.

O que se aponta no futuro?
Com a consolidação da figura da mãe por essa geração, tendemos a ver jovens cada vez mais "femininos", tolerantes e acolhedores, valorizando a família e os amigos. Na mesma direção, há uma mulher agressiva, "masculina", que determina cada vez mais os rumos da sociedade. Está anunciada, e para breve, uma nova onda: a revisão do papel masculino. Que homens serão esses que começaram a dar tal importância à mulher? Como isso se refletirá na linguagem? São perguntas que a atual geração deve nos responder. No futuro, é claro.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Tudo é o PT

Hoje a tarde me ligou um companheiro me convidando para participar de uma manifestação contra a falta de água na Itoupavazinha, como sei que se participasse iriam tentar deslegitimar a manifestação, acusando de ser “coisa do PT” preferi não ir. Ao final da tarde o companheiro me ligou e contou que o vereador Marçal esteve lá e acusou os manifestantes de serem do PT. É brincadeira não são somente os petistas que estão sentindo a falta de água no município!!!