
A imprensa disse que o PT e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti, saíram em defesa do presidente do Senado, José Sarney. Essa versão do discurso da senadora, feito na terça-feira (30-06), não reflete o que de fato o PT e a senadora defendem.
Vejamos o discurso da senadora:
- A senadora foi enfática, em seu discurso e na imprensa, ao dizer que “o Senado precisa de uma faxina daquelas de sábado”.
- Ideli lembrou que as denúncias feitas pela imprensa sobre irregularidades na administração do Senado tratam de fatos de muito tempo. “É tudo muito antigo e tudo a muitas mãos, porque nada chega ao ponto que está para produzir este tipo de manchete, cada uma mais cabeluda, pior do que a outra, se não tivesse tido a participação de muitos, de muitas mãos”, sustentou.
- A líder do governo no Congresso alertou: “Há no momento a interpretação de que se deseja encontrar uma solução rapidamente para acalmar a situação. O problema não é acalmar, é resolver a situação”.
- A senadora foi enfática, em seu discurso e na imprensa, ao dizer que “o Senado precisa de uma faxina daquelas de sábado”.
- Ideli lembrou que as denúncias feitas pela imprensa sobre irregularidades na administração do Senado tratam de fatos de muito tempo. “É tudo muito antigo e tudo a muitas mãos, porque nada chega ao ponto que está para produzir este tipo de manchete, cada uma mais cabeluda, pior do que a outra, se não tivesse tido a participação de muitos, de muitas mãos”, sustentou.
- A líder do governo no Congresso alertou: “Há no momento a interpretação de que se deseja encontrar uma solução rapidamente para acalmar a situação. O problema não é acalmar, é resolver a situação”.
Isso não é defender Sarney, é defender uma mudança verdadeira e não apenas uma maquiagem, jogando a sujeira passada para debaixo do tapete.
- É bom não esquecer que o vice-presidente do Senado é Marconi Perillo, do PSDB. Sobre isso, Lula disse: "É importante para o DEM e PSDB, que querem que ele [Sarney] se afaste para o Marconi Perillo assumir, o que não é nenhuma vantagem para ninguém. A única vantagem é para o Marconi Perillo e para o PSDB, ou seja, que quer ganhar o Senado no tapetão”.
- É bom lembrar também que o PFL/DEM ocupa há muitos anos a primeira-secretaria do Senado, que é responsável pela administração da Casa. Mudar o presidente, sem investigar as gestões passadas, como disse Ideli e o PT, não resolve o problema do Senado. Mas pode resolver o problema de quem quer jogar a culpa para cima dos outros.
Outra questão importante é que Sarney foi eleito com o apoio do DEM, justamente contra a candidatura do senador Tião Viana, do PT. A plataforma do PT defendia exatamente mudanças profundas no Senado.
Nesta quarta-feira (1º), o PT apresentou suas propostas para mudar de fato o Senado:
- Estabelecer o colégio de líderes para cuidar da vida legislativa do Senado. A sociedade civil será convidada para discutir a reforma do Senado promovendo audiências públicas com especialistas.
- Criar uma comissão especial, com senadores e funcionários, para cuidar da reforma administrativa.
- Criar a lei de responsabilidade administrativa e fiscal do Senado, que limite os gastos públicos de acordo com as receitas obtidas, estabelecendo maior controle sobre suas próprias contas, suas metas de pessoal e sobre a necessidade de corte de despesas.
- É bom lembrar também que o PFL/DEM ocupa há muitos anos a primeira-secretaria do Senado, que é responsável pela administração da Casa. Mudar o presidente, sem investigar as gestões passadas, como disse Ideli e o PT, não resolve o problema do Senado. Mas pode resolver o problema de quem quer jogar a culpa para cima dos outros.
Outra questão importante é que Sarney foi eleito com o apoio do DEM, justamente contra a candidatura do senador Tião Viana, do PT. A plataforma do PT defendia exatamente mudanças profundas no Senado.
Nesta quarta-feira (1º), o PT apresentou suas propostas para mudar de fato o Senado:
- Estabelecer o colégio de líderes para cuidar da vida legislativa do Senado. A sociedade civil será convidada para discutir a reforma do Senado promovendo audiências públicas com especialistas.
- Criar uma comissão especial, com senadores e funcionários, para cuidar da reforma administrativa.
- Criar a lei de responsabilidade administrativa e fiscal do Senado, que limite os gastos públicos de acordo com as receitas obtidas, estabelecendo maior controle sobre suas próprias contas, suas metas de pessoal e sobre a necessidade de corte de despesas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário