
O deputado federal José Genoino (PT-SP) afirmou nesta quarta-feira (22) que a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião do G-8(grupo formado pelos países mais ricos e a Rússia), em novembro, vai permitir colocar a agenda da esquerda em foros internacionais, num momento em que o mundo está praticamente sepultando o neoliberalismo, em razão da crise financeira global. “ O presidente Lula pode reforçar, na reunião, a importância do multilateralismo, do fortalecimento do Estado nacional e do combate à discriminação crescente nos países ricos contra as nações pobres e o imigrantes, além de não aceitar que os trabalhadores paguem a conta dos ajustes decorrentes da crise financeira”, disse Genoino.
O convite para Lula participar da reunião foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. A reunião, em Nova York, terá a participação do G-8 e de outras grandes economias, entre elas o Brasil, para discutir formas de evitar uma nova crise no sistema financeiro mundial, como a atual. Bush telefonou no final da tarde de segunda-feira (21) para Lula. Para Genoino, o convite a Lula evidencia a legitimidade internacional que o Brasil conquistou nos últimos anos, bem como o próprio papel de Lula como líder internacional. “O presidente Lula colocou na agenda internacional questões como o combate à fome, a distribuição de renda e diminuição do fosso entre os países ricos e pobres, além de enfatizar a importância de se reestruturar os organismos multilaterais, inclusive os financeiros, para enfrentar os problemas que agora se revelaram em toda a sua magnitude”, disse o parlamentar.CapitalismoPara Genoino, a necessidade de um novo Bretton Woods – o acordo assinado em 1944,do qual resultou a criação do FMI e do Banco Mundial – é vital. “O tema tem sido recorrentemente tratado por Lula desde que assumiu o primeiro mandato, em 2003, mas agora, na reunião do G-8, o presidente poderá abordá-lo novamente, com os novos contornos resultantes da crise financeira internacional que atingiu o coração do capitalismo”.Na opinião de Genoino, a atual crise demoliu o “muro do neoliberalismo e o tecnicismo econômico pseudocientífico e fraudulento, construído com base na crença do Deus livre mercado”. A necessidade de regulação é agora vital, até mesmo na opinião dos liberais europeus e norte-americanos. “A esquerda sempre questionou o neoliberalismo e todas as vertentes defensoras do Estado mínimo. Agora, o tecnicismo dessas correntes deve dar lugar à política e ao Estado regulador”, disse o deputado petista.Na opinião de Genoino, caberia ao PT e a outros partidos de esquerda de vários países realizar o mais rápido possível uma conferência internacional para tratar da crise financeira e todas as suas consequências para os trabalhadores, as relações internacionais e os projetos de desenvolvimento nacional. Fundamentalismo
A reforma do sistema financeiro mundial foi abordada pelo presidente Lula no mês passado, no discurso em que abriu a Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York. "Das Nações Unidas, máximo cenário multilateral, deve partir a convocação para uma resposta vigorosa às ameaças que pesam sobre nós", afirmou. Lula destacou que as intervenções do Estado, "contrariando os fundamentalistas do mercado", mostram que a política se sobrepõe à economia e que os governantes precisam agir para combater a "desordem" nas finanças internacionais.
Mencionando o economista brasileiro Celso Furtado, Lula disse que "é inadmissível que os lucros dos especuladores sejam sempre privatizados e suas perdas invariavelmente socializadas". Segundo ele, a " natureza global desta crise implica que as soluções que adotarmos devem ser também globais, e decididas em foros multilaterais legítimos, sem imposições. As instituições econômicas hoje em dia não têm a autoridade, nem os instrumentos de que necessitam para evitar a anarquia da especulação. Devemos reconstruí-las sobre bases inteiramente novas".
Agência Informes (www.ptnacamara.org.br)
O convite para Lula participar da reunião foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. A reunião, em Nova York, terá a participação do G-8 e de outras grandes economias, entre elas o Brasil, para discutir formas de evitar uma nova crise no sistema financeiro mundial, como a atual. Bush telefonou no final da tarde de segunda-feira (21) para Lula. Para Genoino, o convite a Lula evidencia a legitimidade internacional que o Brasil conquistou nos últimos anos, bem como o próprio papel de Lula como líder internacional. “O presidente Lula colocou na agenda internacional questões como o combate à fome, a distribuição de renda e diminuição do fosso entre os países ricos e pobres, além de enfatizar a importância de se reestruturar os organismos multilaterais, inclusive os financeiros, para enfrentar os problemas que agora se revelaram em toda a sua magnitude”, disse o parlamentar.CapitalismoPara Genoino, a necessidade de um novo Bretton Woods – o acordo assinado em 1944,do qual resultou a criação do FMI e do Banco Mundial – é vital. “O tema tem sido recorrentemente tratado por Lula desde que assumiu o primeiro mandato, em 2003, mas agora, na reunião do G-8, o presidente poderá abordá-lo novamente, com os novos contornos resultantes da crise financeira internacional que atingiu o coração do capitalismo”.Na opinião de Genoino, a atual crise demoliu o “muro do neoliberalismo e o tecnicismo econômico pseudocientífico e fraudulento, construído com base na crença do Deus livre mercado”. A necessidade de regulação é agora vital, até mesmo na opinião dos liberais europeus e norte-americanos. “A esquerda sempre questionou o neoliberalismo e todas as vertentes defensoras do Estado mínimo. Agora, o tecnicismo dessas correntes deve dar lugar à política e ao Estado regulador”, disse o deputado petista.Na opinião de Genoino, caberia ao PT e a outros partidos de esquerda de vários países realizar o mais rápido possível uma conferência internacional para tratar da crise financeira e todas as suas consequências para os trabalhadores, as relações internacionais e os projetos de desenvolvimento nacional. Fundamentalismo
A reforma do sistema financeiro mundial foi abordada pelo presidente Lula no mês passado, no discurso em que abriu a Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York. "Das Nações Unidas, máximo cenário multilateral, deve partir a convocação para uma resposta vigorosa às ameaças que pesam sobre nós", afirmou. Lula destacou que as intervenções do Estado, "contrariando os fundamentalistas do mercado", mostram que a política se sobrepõe à economia e que os governantes precisam agir para combater a "desordem" nas finanças internacionais.
Mencionando o economista brasileiro Celso Furtado, Lula disse que "é inadmissível que os lucros dos especuladores sejam sempre privatizados e suas perdas invariavelmente socializadas". Segundo ele, a " natureza global desta crise implica que as soluções que adotarmos devem ser também globais, e decididas em foros multilaterais legítimos, sem imposições. As instituições econômicas hoje em dia não têm a autoridade, nem os instrumentos de que necessitam para evitar a anarquia da especulação. Devemos reconstruí-las sobre bases inteiramente novas".
Agência Informes (www.ptnacamara.org.br)
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