sábado, 28 de novembro de 2009

Governador do DEM recebendo propina.

Vídeo mostra único governador do DEM, José Roberto Arruda do DF recebendo propina.

sábado, 21 de novembro de 2009

O PT de Blumenau dá mais um exemplo de maturidade

Companheiros, depois de muito debate e de uma boa disputa durante a campanha entramos em entendimento, vamos fazer alternância na presidência do PT de Blumenau.
Obrigado pelo apoio e a disputa entre as chapas continuam.


Companheir@s militantes petistas, nesse domingo (22.11) em todo o Brasil a militância do Partido dos Trabalhadores, está indo as urnas para exercermos o maior exemplo de democracia partidária existente no mundo, que é o voto direto de todo filiado para eleger em todos os níveis à próxima direção partidária.
O Governo Federal do PT, ao contrário do que muitos diziam, está transformando o Brasil e ajudando a transformar o mundo. Após quase sete anos da grande vitória do povo brasileiro em 2002, podemos afirmar claramente que o governo Lula (PT) organizou o projeto de desenvolvimento do país na direção oposta aos governos populistas e saqueadores. Fortaleceu o Estado, no que se refere tanto ao planejamento quanto à indução do processo de desenvolvimento econômico e social. Todos ganharam. Valorizou o trabalho e os trabalhadores, promovendo distribuição de renda, ampliando direitos sociais, dialogando com os movimentos sociais e criando espaços institucionais nos quais sua participação foi valorizada e respeitada. E assim precisamos continuar. Pois fizemos em cerca de 7 anos o que os outros não quiseram fazer em séculos.
As transformações promovidas por nosso governo desde janeiro de 2003 não existiriam e não seriam as mesmas sem o PT, como maior partido orientador deste governo. O PT, desde sua fundação, assumiu a luta pela superação das desigualdades, pela ampliação da democracia, pela construção de um país mais justo e soberano. O PT não sucumbiu ao canto daqueles que pregaram o fim da história e o fim da política e que, sem nenhum pudor, admitiram que milhões de brasileiros estariam irremediavelmente apartados do crescimento econômico e de uma vida digna. O PT em seus 30 anos de existência foi fundamental para denunciar as desigualdades e a exclusão, o autoritarismo, os ataques aos direitos humanos e sociais. Em 2010 e 2012 temos a tarefa de garantir que o Brasil continue no rumo do desenvolvimento e dos avanços políticos, econômicos e sócias; inclusive nos fortalecendo externamente.
Vitória do povo e do PT em 2010 e 2012 é mais importante que eventuais disputas internas.
Durante essa campanha para o PED ficou claro o tamanho do desafio que teremos pela frente nos próximos anos, temos que concentrar nossas forças de forma unificada para elegermos o projeto do PT para a presidência do Brasil. Projeto este representado pela aguerrida Companheira Dilma Russeff, bem como um projeto do povo para o de Santa Catarina, aqui representado pela Companheira Ideli. Temos que manter e se possível ampliar o espaço conquistado pelos trabalhadores no Senado com a eleição do Companheiro Claudio Vignatti e do outro nome a ser definido. Pela região de Blumenau, temos concretas condições de ampliarmos para dois Deputados Estaduais com os pré-candidatos Vanderlei de Oliveira e a companheira Ana Paula e mantermos a cadeira na Câmara Federal com a reeleição do companheiro Décio Lima. Essas tarefas nos exigem um partido forte, militante e unitário.
Desde o inicio ambas as chapas e os candidatos que se inscreveram para disputar o PED se esforçaram para a unidade, como a próxima direção terá quatro anos de gestão pela frente, os companheiros Odair e Jefferson Forest terão a responsabilidade pela alternância na presidência do PT, e todas as forças que compõe o PT municipal (TM, CNB, RP, ES, MPT e outras) deverão compor a direção partidária. Todos somos sabedores do tamanho de nossas responsabilidades com nossa cidade, nosso estado e nosso pais.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Carta a militância petista de Blumenau

“O mundo, pra chegar à primavera, mudou três vezes de estação. E se mudanças ocorreram, ao longo dessa viagem tão bela, foi para que os erros fossem eliminados e corrigidos por quem traz consigo a Juventude, a Liberdade e a Paixão” Vladimir Maiakovski - Poeta Comunista Russo
Olá companheiras e companheiros militantes do Partido dos Trabalhadores de Blumenau.
No próximo domingo dia 22 de novembro, na Casa Amarela, participaremos de mais um momento da construção histórica do Partido dos Trabalhadores.
Nossa história é a mais criativa, emocionante e apaixonante que um partido de esquerda poderia ter, somos fruto do acúmulo de muita luta ao longo da história do Brasil, aglutinamos em nossas fileiras os guerrilheiros, os intelectuais, os sindicalistas, os religiosos ligados as comunidades eclesiais de base e à teologia da libertação, os negros, as mulheres, os homossexuais, os índios, os artistas, a juventude, os estudantes, os movimentos sociais e toda a massa do povo excluído e explorado pelas forças dominantes.
Marcamos a história da cidade com o governo popular. Levamos políticas publicas de inclusão para nosso povo, as obras de nosso governo foram as humanas e nossas prioridades foram as camadas que mais precisam do poder público.
Por coincidência o próximo dia 22 faz um ano da tragédia que abalou cidade, e agora mais do que nunca, nosso povo precisa do Partido dos Trabalhadores. Um ano se passou e todas as obras de reconstrução são obras que carregam a marca do governo Lula.
O governo da direita vem mostrando a cada dia suas garras anti-sociais e de privilégios as elites históricas da cidade. Nesse ano pós tragédia, presenciamos depoimentos dos desabrigados que devem nos dar mais forças para lutarmos e nossa luta deve ser unitária e coletiva, precisamos voltar a beber na fonte das nossas origens e resgatar a vontade apaixonada de militar e acreditar que podemos mudar radicalmente a sociedade. Devemos estar inseridos em todas as lutas em todos os lugares, temos que abrir o partido para o povo, pois somente assim construiremos um partido de massas. Temos que estabelecer como meta chegarmos nas eleições de 2012 com o dobro de militantes, com um exército de petistas, formados, conscientes e preparados para governarmos a cidade novamente.
Fechar o partido, para poder sempre garantir maioria nas eleições internas é um caminho que nos levará a derrocada. A fofoca, o ciúme e o medo de construirmos novas lideranças, não nos dará futuro.
Pela formação revolucionária que tive nunca gostei de personalizar as opiniões e experiências, mas em virtude das circunstâncias não posso deixar de fazer um breve relato; tenho quase que metade da minha breve vida dedicada a militância socialista, sempre entreguei-me de coração para a luta política, enfrentei a fome e as adversidades que a ideologia dominante nos impõe. Por vezes preferi ter nascido nos anos de chumbo, pois lá era matar ou morrer, muito mais fácil do que ser aprisionado em um mundo de valores individualistas que tenta nos contaminar todos os dias.
Sempre soube que esse PED para nós não seria nada fácil, mas nunca fui covarde e por responsabilidade com o futuro do partido decidimos fazer o bom debate democrático, sempre fui um homem de partido e coloco a coletividade acima do individuo, se fosse melhor para a construção partidária não titubearia em retirar minha candidatura, mas tenho convicção que o partido não pode continuar no mesmo caminho, por isso vou até o fim.
Peço a todos, meus companheiros e amigos de militância o voto pela mudança, um voto pela alternância democrática.
Agradeço a todos os apoios recebidos e foi uma honra ser o candidato de valorosos companheiros.
Viva o Partido dos Trabalhadores e sua militância!!
Jefferson Forest - Candidato a Presidente Municipal do PT
Jefferson Forest – 580
Chapa O Partido que Muda o Brasil - 680

domingo, 15 de novembro de 2009

Carta aberta de Battisti ao presidente Lula e ao povo brasileiro


AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUIS INÁCIO LULA DA SILVAPRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASILSUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRAAO POVO BRASILEIRO


"Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda". (O homem em revolta -Albert Camus)



Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.Entretanto, freqüentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as reações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muitos exilados.Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia.

Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum.

É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em "GREVE DE FOME TOTAL", com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.

Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma foram agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que tem a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo.

A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.Entrego minha vida nas mãos de Vossa Excelência e do Povo Brasileiro.

Brasília, 13 de novembro de 2009Cesari Battisti